A brisa fresca da noite soprava, fazendo as folhas das árvores chacoalharem suavemente.
Na parte externa dos fundos da Mansão da Brisa Marítima, um carro preto estava estacionado à sombra.
No veículo, se encontravam três pessoas: o motorista à frente, e no banco traseiro, Heloísa ao lado de um jovem forte.
— Onde ela está? — Perguntou o homem diretamente a Heloísa.
Nesse momento, Sarah se aproximou do carro, abriu a porta do passageiro e se sentou, lançando um olhar frio às duas pessoas atrás dela:
— Eu já levei Nicole ao jardim, agora é com vocês.
No jardim, sob as sombras dançantes das árvores, a silhueta frágil de Nicole exibia uma beleza quase surreal.
Um ódio intenso brilhou nos olhos de Heloísa enquanto ela indicava ao homem ao seu lado:
— Aquela é a Nicole, está vendo?
O homem, alto e robusto, não era particularmente atraente, um tanto gordo, e seu olhar denotava uma estranha apatia, conferindo a ela um ar simplório e confiável.
Ao ouvir Heloísa, ele fixou os olhos apáticos no jardim através do vidro e, ao avistar Nicole, arregalou os olhos.
— Ela está lá esperando por você. Quer vê-la? — Perguntou Heloísa.
O homem assentiu vigorosamente, ansioso por sair do carro.
— Espere! — Ela o deteve.
O homem se virou para ela com um olhar feroz, claramente descontente.
Heloísa sorriu levemente:
— Não tenha pressa, você se esqueceu? Você está doente, pode machucá-la. Precisa tomar seu remédio antes de vê-la.
O homem olhou para ela hesitante por um momento, então tirou um frasco de remédio do bolso.
Era o seu remédio.
Ele indicou que só tomava o seu próprio remédio, não o dela.

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