Logo, só ficaram as duas no quarto, a porta foi fechada por fora e um silêncio mortal tomou conta do ambiente.
Nicole permaneceu imóvel, observando Dalila calmamente:
— Ouvi dizer que você se recusa a tomar seus medicamentos e ainda machucou alguém. Por que?
O olhar gélido de Dalila parecia querer despedaçá-la em pedaços:
— Você é uma descarada, uma vadia. Você deveria morrer, eu vou te matar!
A expressão no rosto dela realmente refletia a de alguém que havia perdido a sanidade.
Nicole não piscou:
— Você não vai me matar. Você sabe muito bem o quanto Davi se importa comigo. Se eu me machucar aqui, ele nunca vai te perdoar! Seu objetivo é reconquistá-lo, fazer com que ele te ame novamente, não se indispor com ele.
Dalila a encarou fixamente, sem dizer uma palavra.
Ela não entendia por que Nicole, essa vadia, havia sumido por tantos dias e de repente voltou no meio da noite para procurá-la.
Mas, já que Nicole havia voltado, Davi certamente também estava de volta, ele voltou, mas não quis vê-la!
Dalila odiava Nicole ainda mais agora!
— Você deve estar curiosa sobre por que vim te ver? — O canto dos lábios de Nicole se curvou em um arco irônico. — Você ainda deve estar pensando em como vou lidar com você? Te expulsar ou te internar em um sanatório.
Nicole fez uma pausa, e então continuou:
— Você está enganada, eu não farei isso.

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