Ela encarou Beatriz e mudou de assunto: — Espero não precisar desconfiar de que você descobriu que eu e Lucas estamos neste hotel e tentou se aproximar de novo, certo?
Beatriz teve vontade de rir.
A suíte atrás da mulher estava em completo silêncio.
Sua voz soou no mesmo tom: — Eu já superei o passado.
— Se a Srta. Ferraz se importa tanto, é porque tem medo de que o Sr. Mendonça ainda sinta algo por mim?
Isabella pareceu ouvir uma grande piada.
Ela abaixou o olhar e avisou:
— Beatriz, ele odeia você.
Ao fechar a porta, Isabella deveria se sentir vitoriosa, mas ficou incomodada.
De repente, a porta do escritório se abriu.
Lucas tinha acabado de lidar com o trabalho e seu rosto mostrava cansaço.
Ele olhou para a mulher à frente, franziu a testa e perguntou: — Por que você está vestida assim?
— Acabei de sair do banho... Está muito quente, então não coloquei o pijama ainda. — Isabella gaguejou, segurando os itens como se queimassem suas mãos.
Ela tentou esconder as coisas atrás das costas, mas ficou óbvio.
Lucas segurou seu pulso e o ergueu.
A caixa apareceu bem na frente dele.
— Ela subiu aqui agora pouco? — ele perguntou, com a voz grave.
Isabella não conseguiu se soltar e falou com a voz mansa: — Ai, Lucas, devagar, está machucando...
O homem ignorou e repetiu: — Você mandou ela subir.
O quarto ficou em silêncio.
O olhar de Lucas escureceu e ele saiu do quarto a passos largos.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Filho Que Eu Acreditei Ter Perdido