Na verdade, ele fez isso para tentar melhorar a relação entre as duas. Beatriz sempre teve mal-entendidos sobre Melissa, e ele esperava que, desta vez, as duas pudessem sentar em paz e conversar. Afinal, Beatriz não era irracional.
Melissa sorriu suavemente:
— Eu vou, Thiago. Vou entrar primeiro.
Ela abraçou a marmita e entrou no prédio. O sorriso em seu rosto esfriou aos poucos ao ver as costas de Beatriz.
Havia apenas as duas no elevador. Melissa ficou atrás de Beatriz e curvou os lábios num sorriso irônico.
Assim que Beatriz sentou em sua mesa e ligou o computador, Melissa passou por trás dela, colocou a marmita na mesa de forma propositalmente barulhenta, sentou-se na estação de trabalho ao lado e suspirou, com um tom meio impotente.
— Eu disse que não precisava, mas o Thiago insistiu em fazer. Fiquei sabendo que ele acordou bem cedo.
Ela virou a cabeça para Beatriz, curvando os lábios:
— Beatriz, o Thiago já fez café da manhã para você?
Beatriz virou a cabeça devagar e olhou para ela com um olhar muito calmo.
Ela olhou para a marmita térmica e, de repente, riu surpresa.
— Você diz isso que está nos seus braços? Então essa comida foi trazida para você. Achei que as sobras fossem para o lixo.
A expressão de Melissa mudou no mesmo instante.
Ela abaixou a cabeça para olhar a comida na marmita. O quê? Era sobra? Como Thiago poderia dar sobras para ela comer? Só podia ser mentira da Beatriz, ela estava com inveja.
Respirou fundo e reorganizou os pensamentos. O sorriso em seu rosto carregava um pouco de pena.
— Não sinta tanta inveja. Afinal, não é qualquer pessoa que tem o direito de provar a comida do Thiago.
Beatriz deu um sorriso leve. Achou engraçado a arrogância dela por causa de um pouco de comida.


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