Maurício levantou a mão e enganchou os dedos longos no queixo dela; o controle não era tão forte, mas a deixou sem ter para onde fugir.
A voz do homem era grave e magnética, com um tom de provocação desatenta.
— O que você acha que vou fazer? Beatriz, um homem e uma mulher sozinhos no mesmo quarto, falando de um assunto tão sensível como tomar banho, você está me induzindo a isso de propósito?
Beatriz franziu a testa com um tom sério, quase querendo levantar três dedos para jurar: — Eu não estou, eu realmente só quero tomar banho, não me entenda mal.
Maurício a encarou por dois segundos, e naqueles olhos refletia-se o rosto um pouco nervoso dela.
Então ele deu uma risadinha leve e, no segundo seguinte, a pegou no colo novamente.
Desta vez a expressão de Beatriz mudou de repente, e seus dedos agarraram firmemente o colarinho do homem enquanto sua voz se acelerava: — Sr. Drumond! Eu realmente preciso tomar banho! Não quero dizer mais nada!
O som de um riso leve chegou aos ouvidos dela; ele não disse nada, apenas a carregou para um quarto no fim do corredor, e a porta bateu atrás deles.
Maurício colocou Beatriz na cama e, no segundo seguinte, ela afundou um pouco.
Ele se endireitou, olhando para ela de cima, e a expressão cínica em seu rosto recuou um pouco, com um tom de seriedade na voz.
— Daqui a pouco vou mandar alguém subir para te limpar. O médico disse que não pode tomar banho hoje; se você não me escutar, eu te mando de volta, e te entrego para o Thiago.
Ao ouvir aquele nome, o olhar de Beatriz endureceu instintivamente, e um traço de frieza passou por seus olhos; ela abaixou a cabeça e disse com uma voz abafada: — Eu sei.
Maurício olhou para ela, virou-se e saiu.
Pouco depois, bateram na porta.


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