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O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem romance Capítulo 21

Antes mesmo de a pessoa entrar, a voz já podia ser ouvida. O som era muito alto, como se pudesse fazer todo o Instituto tremer.

Beatriz levantou a cabeça e olhou para o homem que entrou correndo pela porta. Em um instante, ela reconheceu aquele rosto. Era o homem que vira no escritório de Thiago naquele dia, o quase ex-marido de Melissa.

O homem estava com o rosto vermelho e os olhos cheios de sangue. Parecia ter bebido e ficado dias sem dormir bem. Ele entrou cambaleando, como se tivesse um rastreador, travou o olhar em Melissa, que estava em frente ao computador, e sua expressão ficou distorcida.

— Sua vagabunda descarada!

Ele avançou e agarrou o pulso de Melissa, com uma força tão grande que a fez cambalear.

— Nem nos divorciamos e você já ousa me colocar chifres. Vagabunda, dormiu com todo mundo, volte comigo agora!

O rosto de Melissa ficou pálido. Ela se debateu para tentar se soltar da mão dele. — Me solta, nós já estamos divorciados!

— Divorciados?

O homem riu com frieza, e apertou a mão ainda mais. — O tribunal ainda não decidiu e você ousa dizer que estamos divorciados? Você acha fácil. O que eu te disse antes de casarmos? Entre nós não tem divórcio, só viuvez! Eu te digo, mesmo que eu vire um fantasma, vou te assombrar. Foi porque você arranjou coisa melhor que quer me jogar fora?

O pulso de Melissa ficou vermelho por causa do aperto. A dor a fez lacrimejar. Embora estivesse com medo, ela levantou a cabeça de forma teimosa e sua voz não foi nem alta nem baixa, o suficiente para que todos os presentes ouvissem.

— Eu me divorciei de você só porque você me bate. Não tem a ver com ninguém. Eu sou capaz, por que eu deveria ficar presa no casamento com você?

Beatriz estava de pé ao lado e, ao ouvir aquelas palavras, de repente sentiu um pouco de concordância.

Embora a relação dela com Thiago fosse realmente confusa, não era culpa dela estar presa em um casamento. Nenhuma mulher deveria ser tratada assim.

O homem nem ouviu, e ficou ainda mais furioso com aquelas palavras. — Mentira deslavada!

Ele a agarrou pelo colarinho e a arrastou para a porta. — Qual é a sua capacidade? Se não fosse o meu dinheiro, como você teria entrado para um Instituto? Quer subir na vida e me jogar fora? Você acha fácil!

Melissa foi arrastada por ele, cambaleando em direção à saída. Ela se debateu com todas as forças, mas não conseguiu superar a força do homem.

Beatriz sentiu uma emoção complexa. Ela sabia o que a esperava se Melissa fosse levada.

Uma surra.

Ou algo pior.

Sendo mulher, por mais que não gostasse de Melissa, naquele momento elas eram companheiras de gênero.

Ela não podia assistir passivamente Melissa ser levada para continuar sofrendo violência doméstica.

— Pare! — A voz de Dona Regina soou de repente.

Ela já havia feito a ligação e segurava o celular. Olhou para o homem com frieza, esperando intimidá-lo com isso.

Afinal, era o Instituto dela. Fazer escândalo ali não soaria bem se a notícia se espalhasse. — Eu já chamei a polícia. Solte-a imediatamente.

O homem olhou para trás e bufou com frieza. — Chamar a polícia? Mesmo que a polícia venha, isso é um assunto de família. A polícia não pode se intrometer!

Dona Regina engasgou com a desfaçatez dele, e seu rosto ficou lívido.

Mas ele tinha razão. Em casos de violência doméstica, a polícia só poderia mediar, a menos que a própria Melissa fizesse a denúncia e processasse. Caso contrário, ninguém poderia fazer nada contra ele.

O pulso de Melissa já estava vermelho, e a força de sua luta diminuía cada vez mais. Ela olhou para as pessoas ao redor com desespero, e seu olhar pousou em Beatriz.

— Beatriz!

Ela gritou de repente, com um tom de súplica na voz: — Beatriz, me ajuda!

Beatriz franziu a testa.

Beatriz se assustou. Antes que pudesse reagir, ouviu um grito de Dona Regina atrás dela.

— Melissa! O que você está fazendo!

Beatriz não teve tempo de olhar para trás, e o punho do homem já estava diante dela.

Um estrondo!

O soco atingiu seu rosto, Beatriz caiu para trás. Sua visão escureceu e sua cabeça zumbiu.

Barulhos soaram em seus ouvidos. Seu olhar seguiu de forma involuntária em direção à porta.

Uma figura entrou correndo.

Ela esfregou os olhos. Era Thiago que entrou.

Ele usava um casaco cinza, coberto de poeira, indicando que havia vindo com pressa.

Beatriz olhou para ele, sentindo uma expectativa involuntária em seu coração.

Ela estava ali. Ele viria salvá-la.

No segundo seguinte, o olhar de Thiago passou pelo rosto dela, parou apenas por um instante, e então correu direto para o lado.

O coração de Beatriz pareceu ser reduzido a pó.

Melissa estava agachada no chão, tremendo.

— Melissa! — Thiago se agachou e a abraçou. Sua voz estava cheia de dor. — Como você está? Se machucou?

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