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O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem romance Capítulo 249

O resultado dos exames logo ficou pronto.

Beatriz sentou-se na sala de consultas e a médica entregou-lhe o laudo: — Todas as taxas estão perfeitamente saudáveis. Não há nenhum problema de fertilidade.

Beatriz falou: — Obrigada, doutora.

Ela saiu da sala, um sorriso sarcástico no canto da boca, como já esperava.

O problema sempre foi Thiago.

Tantos anos de Thiago se matando no trabalho, enchendo a cara em noitadas e virando noites no escritório; o corpo dele já tinha esgotado as energias.

Enquanto ainda dividiam o mesmo teto, Beatriz tentava ajudá-lo sempre fazendo caldos medicinais para, de alguma forma, dar uma segurada na situação da saúde dele.

Desde que Beatriz se mudou de casa, ninguém mais fazia sopas para Thiago e ele estava atarefado demais para se importar. Para alguém que já tinha a saúde por um fio, a situação só piorava.

Beatriz dobrou o papel e colocou na bolsa. Thiago sempre achou que a culpa era dela. Sempre acreditou que o problema estava na barriga de Beatriz, que não conseguia segurar um bebê.

Ele até a arrastou para a medicina tradicional chinesa, forçando-a a beber aqueles chás intragáveis e amargos. Mas, no fim das contas, quem precisava do tratamento era ele.

Beatriz mal podia esperar para ver o rosto de Thiago quando a verdade fosse revelada; ver toda aquela arrogância quebrando-se diante dele. Só de imaginar, os quinze dias de espera valiam o sacrifício.

Ao deixarem o hospital, Beatriz e Giovanna voltaram para o apartamento alugado.

Giovanna atirou-se no sofá com uma almofada nas mãos, observando Beatriz entrar e sair do quarto. Ela tirou uma pasta novinha da gaveta e guardou o pen drive e os exames recém-entregues.

Giovanna esticou o pescoço no sofá e perguntou: — Quem era?

Beatriz deixou o celular na mesa de centro e respondeu como se não fosse nada: — Gabriel.

Giovanna franziu a testa, achando estranho: — Pelo visto a sua relação com o seu irmão não é tão ruim assim, nem parecem tão brigados.

Beatriz sorriu torto, sem se importar com aquilo. Era inviável ter uma relação muito íntima com ele.

Havia muita bagagem entre eles, mas se fosse apenas conversar de vez em quando, como irmãos comuns, estava de bom tamanho. Mais do que isso, era impossível.

O interfone não demorou a tocar. Beatriz abriu a porta, mas, para a sua surpresa, acompanhando Gabriel, estava Aurora.

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