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O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem romance Capítulo 275

Maurício não ficou muito tempo na mansão.

Ele empurrou a porta do escritório e desceu a escada; as três pessoas na sala ainda conversavam e riam, mas ao vê-lo descer, as vozes baixaram na mesma hora.

Ele não olhou para eles; apenas atravessou o hall de entrada, trocou de sapatos, abriu a porta e saiu.

Ele dirigiu de volta para a empresa, parou o carro na garagem subterrânea e subiu no elevador.

No momento em que as portas do elevador abriram, Beatriz descia as escadas, e os dois deram de cara um com o outro.

No momento em que os olhos deles se encontraram, Maurício sentiu que havia algo entalado no peito. Ele inspirou fundo e perguntou: — Já comeu? Quer comer alguma coisa?

Beatriz balançou a cabeça e disse que ainda não, mas estava saindo para comer.

Maurício virou a cabeça e indicou o elevador: — Vamos juntos, bebe comigo.

Beatriz levantou os olhos para ele; o olhar dela pousou por um segundo naquela camada pesada de sombra nos olhos dele, e depois perguntou: — Sr. Drumond está de mau humor?

Maurício deu um sorriso fraco. — Não chega a ser mau humor, só me deu vontade de beber um pouco de repente.

Beatriz não perguntou mais nada e acenou com a cabeça aceitando.

Os dois desceram as escadas juntos, passaram por um beco estreito atrás da empresa e abriram a porta de madeira de um barzinho discreto.

A iluminação do bar era amarelada, e o ar carregava o cheiro meio doce de malte fermentado.

O lugar estava vazio; o dono limpava uns copos atrás do balcão e, quando os viu entrar, apenas levantou o queixo cumprimentando.

Maurício escolheu uma mesa no canto e sentou-se. Bateu o olho no cardápio e pediu o nome da bebida para o dono.

Ele olhou para Beatriz com um tom que soava como um conselho distraído: — É melhor você beber pouco. Eu acho que você não é muito de beber.

— Que foi, está preocupada que eu perca a linha por beber demais? Pode ficar tranquila, quando bebo, me comporto melhor do que quando estou só de mau humor.

Beatriz sentou na cadeira de novo, vendo ele tomar mais um gole. Hesitou um pouco, mas acabou falando: — Parece que o senhor não está de bom humor hoje. Aconteceu alguma coisa?

Assim que ela disse isso, achou que tinha falado demais.

No fim das contas, a relação entre ela e Maurício era só de chefe e funcionária; mesmo que ele a tivesse ajudado muitas vezes durante esse tempo, tudo não passava de interações no nível de trabalho.

Ela abaixou a cabeça: — Se não quiser falar, tudo bem.

Maurício respirou fundo e o seu olhar ficou distante e disperso. Ele ficou em silêncio durante muito tempo; Beatriz achou que ele não ia responder a essa pergunta.

Logo depois, ele de repente abriu a boca, com a voz bem mais baixa do que o normal, carregando uma amargura levemente embebida pelo álcool.

— Beatriz, será que o amor familiar realmente existe neste mundo?

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