Beatriz abaixou a cabeça, verificou as últimas páginas de dados, pegou os documentos grampeados e foi em direção à sala de impressão.
A grande impressora multifuncional zumbia na sala. Melissa estava ao lado dela, com os papéis que acabaram de sair.
Ao ver Beatriz entrar, um sorriso orgulhoso apareceu em seus lábios imediatamente.
— Me desculpe, esta impressora é da nossa equipe. Se você quiser imprimir algo, vá procurar outro lugar.
Melissa disse isso, bateu de leve os papéis que segurava na impressora para alinhá-los e os ajeitou com toda a classe, mostrando o seu novo poder de todos os ângulos. Sua expressão dizia: O que você pode fazer contra mim?
Beatriz parou, franziu a testa e olhou para a impressora.
Aquela era a impressora de uso comum de todo o departamento de pesquisa e desenvolvimento. Ela havia usado aquela máquina para imprimir dados experimentais desde o seu primeiro dia no Grupo Drumond. Quando se tornou o equipamento exclusivo da equipe de Melissa?
Ela olhou para Melissa, franzindo um pouco a testa. — Isso é claramente de uso comum, desde quando se tornou da sua equipe?
Melissa recostou-se na impressora, cruzou os braços sobre o peito, e seu sorriso ficou ainda mais brilhante. Havia um tom proposital de pena na sua voz.
— Foi uma ordem do Maurício. É preciso separar o profissional do pessoal. Não deixe a sua raiva por mim tão na cara, ok?
Beatriz apenas olhou friamente para ela, sem palavras por um momento.
Não fazia sentido discutir com Melissa sobre algo tão banal. Mesmo que vencesse, não ganharia nada. Se perdesse, apenas seria alvo de piada para Melissa.
Ela não disse nada, virou-se e saiu. Giovanna a viu sair de mãos vazias no corredor e foi logo atrás dela, com um tom de voz ansioso e irritado.
— Líder Beatriz, ela está fazendo bullying com a gente de propósito! Esse documento é importante e precisa ser impresso agora mesmo. Não deixar a gente usar a impressora é pura perseguição. Não dá mais tempo de sair para imprimir agora. Não tem nenhuma loja por perto.
Beatriz continuou andando em direção à sua sala, com a voz firme. — Não se preocupe, eu dou um jeito.
Ele ergueu a cabeça e falou calmamente: — Mande uma impressora lá para baixo, para a equipe da líder Beatriz usar.
O assessor parou, piscou duas vezes para processar a informação e concordou imediatamente.
Maurício o chamou mais uma vez e disse: — Diga apenas que é um subsídio da empresa, não precisa dar detalhes.
O assessor respondeu afirmativamente, deu as costas e saiu do escritório, mas pensou com seus botões.
O Sr. Drumond até sabia sobre o caso da Melissa monopolizando a impressora da sala, e fez questão de mandá-la em nome do subsídio da empresa. Estava claro que ele observava cada passo da líder Beatriz.
Mas ele nunca se mostrava. Sempre que ajudava, ficava escondido atrás das cortinas, como se não quisesse os créditos. Por que será?
O assessor balançou a cabeça sem conseguir entender a confusão dos superiores e foi direto ao departamento de logística pegar uma impressora nova para mandar descer.

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