Thiago Monteiro praticamente avançou rapidamente do sofá, num tom decidido e gelado. — Ela me ama! Sou o homem que a Beatriz mais amou na vida. É impossível que ela me deixe. E também nunca a abandonarei, o que eu seria se fizesse isso? Mãe, não se meta nisso. Eu sei o que faço.
A Sra. Monteiro recostou no sofá olhando para o filho, os olhos estampavam uma decepção.
Ficou quieta por um bom tempo e suspirou de leve.
— Filho bobo. Esse negócio de amor importa tanto assim? Ninguém morre se for largado.
Mas Thiago Monteiro respondeu teimosamente, com muita confiança. — A Beatriz não sobrevive longe de mim.
A Sra. Monteiro já não queria mais falar com ele. Deu-lhe a vontade de abrir a cabeça do filho no meio para ver o que tinha lá dentro.
Balançou a mão, expulsando-o impaciente. — Tá, chega, cuide da sua vida. Lembre-se de levar as coisas para a Melissa.
Thiago Monteiro pegou a caixa de roupas de bebê na mesa, concordou, virou e foi até a porta.
Saindo da Mansão, Thiago Monteiro dirigiu para sua casa.
A noite já estava avançada, e o movimento na rua era pequeno.
Com as duas mãos no volante, a frase da mãe ressoava em sua cabeça sem parar.
Sentiu um pânico sem explicação. A dedicação total da Beatriz Vaz a ele era fato para todos, a mãe só devia estar inventando coisa por falta do que fazer.
O homem recuou meio passo sem pensar. Abaixou a cabeça, engatou pedidos de perdão sem parada. A voz carregava um pânico diferente, disparou em desespero: — Desculpa, desculpa. O senhor decide a indenização, eu pago por tudo, pode falar com meu assistente.
Falou e foi dar a volta. Thiago Monteiro enroscou a mão no pulso do homem para trás. — Tá fugindo? Mandei sair daqui?
O rapaz paralisou notavelmente no agarre, a testa gotejava suor frio, de novo repassou que qualquer coisa para o conserto seria paga sem estorvos.
Thiago Monteiro de início tencionava acionar a lei, mas achou que Beatriz Vaz talvez ficasse de coração partido.
Largou do corpo e desfez do peso na boca. Um sorriso escondido nasceram nos lábios. — Esquece. Não precisa pagar, vai embora.
O homem parecia ter tirado um peso das costas, deu reverências rápidas, despontou no interior da condução a motor e o carro partiu quase como se estivesse fugindo do local.

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