Maurício a puxou para mais perto.
Tão perto que ela podia sentir o leve cheiro de pinho nele e enxergar a curva dos cílios.
Beatriz congelou.
Ela conseguia sentir os dedos frios do homem passando de leve pela pele de seu pescoço.
O toque foi leve, frio, deixando-a confusa.
Tinham sido apenas alguns segundos, mas Beatriz sentiu que o tempo pareceu extraordinariamente longo, como se tivesse passado um século.
Maurício moveu o dedo pela nuca dela, e o botão foi abotoado de novo.
Ele recolheu a mão, e um sorriso com significado oculto surgiu nos cantos da boca: — Pronto.
Ele se inclinou, olhando-a nos olhos, com uma voz baixa e magnética que parecia carregar uma atração impressionante.
— Na próxima vez que quiser chamar minha atenção, tente usar um método mais inteligente.
Dizendo isso, ele passou por ela e continuou caminhando para a frente.
Beatriz ficou parada no mesmo lugar, olhando para as costas largas do homem. O tom vermelho das bochechas espalhou-se rapidamente até as orelhas.
Ela definitivamente não tinha essa intenção! O que passava pela cabeça desses CEOs dominadores o dia todo?
Ela respirou fundo e apressou o passo para segui-lo. O dia estava sendo de puro azar. Ela jogaria a blusa fora assim que chegasse em casa!
...
A visita pelo Instituto inteiro terminou e já era de tarde.
Beatriz não comia desde o meio-dia, e o estômago roncou contra a vontade dela.
O som foi leve, mas no corredor silencioso ficou bem claro.
O rosto de Beatriz corou ligeiramente. Ela apertou os lábios. Por que o estômago dela estava tão desobediente hoje?
Maurício parou, virou a cabeça e olhou para ela. Havia um leve sorriso naqueles olhos.
— Não comeu?
Beatriz apertou os lábios e respondeu sinceramente:
— Não deu tempo de terminar de comer no almoço antes de você chegar.
Maurício olhou para ela por dois segundos e, de repente, disse: — Tenho um jantar à noite, quer vir?
Ela se virou e caminhou em direção à sala de descanso.
Atrás dela, Maurício saiu pela porta do Instituto e entrou no Rolls-Royce negro.
O assistente olhou para ele pelo retrovisor e falou com cuidado.
— Sr. Drumond, quer que eu arrume uma acompanhante para o jantar de hoje à noite?
Maurício encostou-se no banco, com os cantos dos lábios levemente curvados para cima: — Não é necessário.
...
Beatriz não imaginava que Maurício chegaria com uma hora de antecedência. Ela tinha acabado de sair do laboratório, segurando uma pilha de documentos.
Ela estava dizendo a Dona Regina que ia participar do banquete e que representaria o Instituto inteiro.
Quando levantou a cabeça, viu não muito longe Maurício, vestindo um terno bem cortado que destacava perfeitamente sua altura. Ele exibia uma nobreza de dentro para fora, afastando quem o visse.
Dona Regina também parou. — Por que ele veio de novo?
Beatriz sabia que não poderia fugir dessa vez e disse a Dona Regina: — Vou a um banquete com o Sr. Drumond hoje à noite. Talvez eu demore um pouco, não esqueça de deixar a porta destrancada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem