Cecília olhava para frente. Ficou de costas para ele, sem dizer uma palavra.
Maurício ficou de pé no quarto. — Mãe, tenho algo importante para te dizer.
Cecília se virou devagar. — Você não está cuidando da empresa. O que veio fazer aqui? Não falei que você só poderia vir duas vezes por semana?
Maurício pensou no que dizer. — Não vim aqui hoje para falar da empresa.
Cecília franziu a testa. — Se veio me procurar, tem que ser sobre a empresa!
Ao dizer isso, Cecília tentou expulsá-lo. Maurício franziu a testa e aumentou o tom de voz. — Mãe, o que vim te dizer é muito importante!
Para Cecília, nada importava mais do que a empresa. Ela tinha sido maltratada por Augusto e forçada a ficar no sanatório. Seu ódio crescia dia a dia, e para ela, nada superava a importância de recuperar tudo o que havia perdido.
— Vá embora. Quero que concentre toda a sua atenção na empresa e recupere o que é nosso de Augusto. É isso que deve fazer. Não quero ouvir falar de mais nada.
Se pudesse, Maurício não teria vindo perturbá-la. A pressão que sentia sempre que falava com ela era grande, mas daquela vez, era inevitável.
— Mãe, encontrei a minha irmã.
Cecília hesitou ao ouvir isso e virou a cabeça.
— O que você disse? Encontrou quem?

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