Ela temia que ele tivesse arrumado confusão com alguém e não queria que ficasse ali, por isso sugeriu que fosse para um hotel.
E ele não cobrou pela restauração, então não devia precisar de dinheiro.
Lorenzo olhou para ela, sem dizer nada, pegou as coisas, virou-se e saiu.
Beatriz olhou para as costas dele e reclamou: — Nem um "obrigado". Que falta de educação.
Lorenzo parou os passos, abriu a porta e saiu.
Beatriz suspirou de leve. O cara era frio feito uma pedra.
Ela saiu, Regina tinha levantado, ficou na porta da cozinha, olhando: — Bia, e o Senhor Zhou?
— Foi embora. — Beatriz andou, começou a fazer o café. — Ele disse que melhorou.
Regina ainda estava preocupada. — É melhor ligar para a polícia, aquele machucado...
— Dona Regina. — Beatriz cortou, o tom calmo. — Vamos ficar fora disso.
Regina olhou para ela, ficou em silêncio por alguns segundos e acenou concordando: — Tudo bem.
Beatriz tirou os ingredientes da geladeira e começou a fazer o mingau de arroz.
Regina sentou à mesa, vendo-a mexer e falou: — Quando o seu mestre estava aqui, ele gostava do seu mingau.
A mão de Beatriz parou. O mingau no fogo borbulhou, a fumaça subiu, e a visão dela ficou turva.
Ela lembrou que na época, sempre que ela fazia, ele ficava na porta rindo: "Bia está fazendo mingau? Vou ter que tomar mais".

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