Melissa prendeu a boca para não gritar e puxar alguém para perto, e ver como ela estava em mau estado. — O que você quer, afinal?
Silas deu um risinho frio: — Acha que vai dar um fora só se grudando naquele Thiago? Se ele se importa tanto com você, é só eu te pegar e ele vai vir pela coleira.
Uma ideia rodou na mente de Melissa. Ela olhou para Silas e virou o olho: — Não vai adiantar. O que ele tem por mim é do passado. Ele tem outra cabeça hoje, é pela mulher dele, Beatriz.
Silas parou, desceu a mão pesada no rosto dela: — Vai tentar me passar a perna?
Melissa soltou um grito, tampou a cara e chorou de dor: — Eu não falei mentira! Se ele me amasse, não estaria casado com ela! Ele gosta é dela!
A mão dele parou lá em cima, e a testa franziu, com dúvida.
— Jura?
Melissa estava de rosto tampado, deitando lágrimas, a voz rindo de medo: — Sim. Não vai adiantar tentar o pegar por mim. Eu não pego nele, ele só me dá o que tem que dar de passado. Quem pesa para ele é a esposa.
Deu um passo para trás, passando o braço perto dele: — Me solta primeiro, aqui é o Instituto, se te acharem aqui você não ganha nada.
Silas soltou o braço.
Melissa aliviou as costas. Apertou os pulsos que avermelharam e segurou a voz: — Ela sai às seis, e anda nos fundos. Se você for pegar, não fala que saí te contando.
Depois, ela deixou que ele ficasse pensando, virou para o Instituto e apertou o passo.
Quando deu uma distância, olhou para trás, viu Silas Miranda ainda na mesma posição com o olhar sujo, sem ter o que dizer.
Ela tirou os olhos, apertando os pés que quase corria.
Dobrando o corredor, parou num corte.
Beatriz saindo do laboratório, num documento nas mãos. Deu de frente. Melissa baixou os olhos para tampar.



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