Melissa se aproximou lentamente com um sorriso gentil no rosto. A gentileza em seus olhos era forçada demais, mas as outras pessoas não perceberam. Era aí que estava a esperteza de Melissa, fazer todo mundo pensar que ela era uma pessoa gentil e que o erro estava nos outros.
Melissa parou devagar ao lado de Beatriz, virou levemente a cabeça, com a voz tão suave como se estivesse acalmando uma criança.
— Beatriz, de que convite estão falando? Você sabe?
Beatriz nem levantou a cabeça, com os olhos vidrados nos dados na tela. Os dados iam aparecendo linha por linha, ela os agrupava e respondia de maneira apática: — Se quiser saber, vá perguntar você mesma ao Presidente Drumond.
Melissa não ligou nem um pouco para a frieza dela e até sorriu mais abertamente.
Ela estendeu a mão, ajeitou o cabelo e, casualmente, puxou a gola para baixo. A marca vermelha escura ficou ainda mais à mostra. Se estendia de trás da orelha até a parte de baixo da clavícula. Naquela pele clara, chamava bastante a atenção.
Com um sorriso despreocupado nos lábios, seu tom soou meio sincero.
— Ah, se o Presidente Drumond te escolheu, é porque você tem habilidades excepcionais. Também acho que você dá totalmente conta do recado.
Essa fala foi impecável. Na superfície, ela estava elogiando Beatriz, mas na verdade, cada palavra era uma agulhada no peito de Amanda. Beatriz nem precisava levantar a cabeça para saber o quanto o rosto de Amanda estava péssimo.
O laboratório ficou em silêncio por um momento. O rosto de Amanda ficou vermelho, a boca formou uma linha fina. O jeito que ela olhou para Beatriz era frio.
Ela não disse nada, virou as costas e saiu andando rápido. Os passos cheios de uma fúria contida, ela queria expulsar Beatriz do Instituto, mas, infelizmente, não tinha poder para isso.
As seguidoras se entreolharam. Hesitaram, mas logo foram atrás.


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