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O Mafioso arrogante e a mãe solteira romance Capítulo 7

NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON...

Eu não tenho paciência para frescuras.

Levei as duas até o hospital apenas para poupar a criança da chuva, e ainda segurei o guarda-chuva sobre a cabeça delas. Mas quando a pequena reclamou de fome, percebi a empregada cheia de manias, tentando negar o óbvio: ela não queria ir a um restaurante.

Ignorei. Pelo retrovisor, vi a menina deitada no colo dela, mexendo distraída em um fio de cabelo da mãe.

Quando parei em frente ao restaurante, desci e aguardei. Odeio esperar. Acendi um cigarro, controlando a vontade de ser hostil.

Fui surpreendido quando a garotinha correu até mim, segurou minha mão e me puxou com ansiedade, como se já tivesse alguma intimidade comigo. Me peguei sorrindo.

Entrei no restaurante, ignorando os olhares. Conhecem minha fama. Muitos achavam que eu não sairia mais da mansão, não depois do que aconteceu. Talvez precisasse mesmo cortar o cabelo, estava desleixado demais.

Escolhi uma mesa. Julie sentou-se ao meu lado, sorrindo, balançando as pernas, ansiosa pelo almoço.

Sara, a empregada, entrou logo depois, ajeitando a touca, visivelmente envergonhada. Caminhou até nós e sentou-se à nossa frente, coçando o braço, olhando ao redor como quem queria desaparecer.

Peguei o cardápio, já irritado.

— Está com vergonha de mim? — perguntei entre os dentes.

Ela parou de olhar em volta e me encarou. Abaixei o cardápio só o suficiente para encontrar seus olhos. Vi as sobrancelhas dela se juntarem.

— Estou com vergonha de mim. — disse. Ri, sem humor, e voltei a olhar o cardápio.

— Que tédio… se auto-depreciando. — resmunguei.

— Com todo o respeito, meu mundo é bem diferente do seu, senhor Dawson.

— Claro... — respondi com desdém.

Julie observava nossa troca afiada, os olhos arregalados.

— O que você quer comer? — perguntei a ela.

— Batatas! — respondeu animada. Sorri, mas o sorriso se apagou ao encarar Sara.

— E você?

— Não estou com fome. — respondeu, olhando para a janela. Arqueei as sobrancelhas, voltando ao cardápio.

— Que seja… — murmurei.

A garçonete se aproximou sorridente e pedi nossa comida. Não demorou para chegar.

Sorri ao ver Julie devorar os nuggets e as batatas. Enquanto isso, Sara permanecia de braços cruzados, o olhar perdido no vidro. Ela tem traços delicados: maçãs do rosto marcantes, olhos escuros como o cabelo. Uma beleza perigosa, do tipo que envenena e destrói qualquer homem que se aproxima. Ignorei-a e me concentrei na refeição com Julie.

Ogro 1

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