Alice chega à mansão dos pais acompanhada de Zaid. Os dois sabiam que Bryan estava furioso com ele, e Alice sentia o nervosismo aumentar a cada segundo.
— Eu posso conversar com ele primeiro. Quando ele estiver mais calmo, aí você vai falar com ele — sugere Alice, ainda insegura.
Zaid nega com a cabeça.
— Não. Temos que conversar com ele hoje. Se ele souber que voltamos e que eu não vim falar com ele, aí sim vai querer me matar, Ali. Você não conhece seu pai? — pergunta, sério, conhecendo muito bem o temperamento de Bryan.
Os seguranças liberam o carro de Zaid. Zaid entra e estaciona logo na entrada. Ele desce junto com ela. Alice sentia suas mãos suarem. Parecia que estava mais nervosa do que quando falou do seu casamento.
— Vamos — Zaid diz, segurando em sua mão.
— Vamos — ela diz, respirando fundo, nervosa.
Ao entrar, Alice é recebida pela sua babá de quando era bebê, a senhora Leonora. Ao vê-la ali, ficou muito surpresa. Mesmo assim, ela era como da família. Quando dava, sempre se viam, já que ela cuidou muito bem dos três.
— Querida, quanto tempo! Como cresceu, Alice! — ela diz ao vê-la, mas se surpreende ao olhar para Zaid, que segurava a mão dela.
— Oi, tia Leonora. Como tem passado? E como me reconheceu? A senhora sempre se confundia, não é mesmo? — Alice diz, brincando, porque ela sempre errava o nome das duas para provocá-las, já que Aline nunca gostava que a chamasse de Alice.
— Como vou me confundir, menina? Vocês, mesmo sendo iguais, têm os jeitinhos totalmente diferentes — ela diz, e Zaid balança a cabeça, confirmando também.
— Isso é verdade, Ali. Vocês são muito diferentes. Desde o primeiro dia que eu te vi lá no palácio, soube que era outra pessoa, mas tinha as minhas dúvidas.
Ela ri para ele e abraça a senhora Leonora.
— Senti sua falta. Que bom que já voltou da sua viagem.
— Sua mãe me chamou, acredita? Quer que eu ajude com seus sobrinhos? — ela diz, e Zaid ouve curioso.
— Sobrinhos? — ele pergunta.
— Do meu irmão. A esposa dele está grávida de gêmeos.
Ele sorri.
— Parabéns pelos sobrinhos, Ali.
Logo, a mãe de Ali aparece junto com seu pai, que, ao ver Zaid, fecha a cara.
— Pai, mãe — Alice diz, indo abraçá-los.
— Oi, querida. Mas o que ele faz aqui?
— Oi, querida.
— Olá, senhor Bryan e senhora Liz.
Liz olha para Zaid, olhando como ele era lindo e como os dois lembravam ela e Bryan quando eram novos. Ela estava vendo que sua filha havia se apaixonado de verdade por ele, e ele também, já que estava enfrentando o seu marido. Não eram muitos que teriam coragem de enfrentá-lo.
— Olá, querido. Entre com a Alice e se sente-se. Vou pedir para colocarem mais um prato para o almoço.
— Não é necessário, Liz. Zaid, venha comigo até meu escritório — ele o chama, frio.
Todos sabiam o quanto Bryan estava bravo e ninguém teria coragem de se meter. Alice segura sua mão, e Zaid a solta, sorrindo.
— Tudo bem, vou lá com ele.
Zaid acompanha Bryan para seu escritório. Bryan abre a porta e deixa ele entrar. Mesmo Zaid sendo maior e mais forte, ele não se intimidava com ele. Quando passou, ele fecha a porta com força.
— O que faz aqui, rapaz? — ele pergunta, frio.
— Senhor Bryan, peço desculpa por aparecer assim, sem falar antes com o senhor, mas eu realmente amo sua filha. Mesmo que começamos de uma maneira errada, eu me apaixonei por ela. Prometo que nunca vou magoá-la...


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira