Dona Irene Valente refletiu que, embora Roberta fosse só uma mulher inútil, precisava usar da imagem dela para trazer o Patriarca Augusto para o seu lado.
Augusto possuía apenas Lucas como herdeiro. Um casamento unindo as duas famílias traria lucros e poder para ambos os lados.
Irene não permitiria interrupções alheias, muito menos numa etapa crucial.
Hoje também via na situação de Roberta um pretexto perfeito para arruinar a saúde de Jéssica.
Assim, baniria a visão da garota da sua presença permanentemente.
O guarda-costas de sobrenome Soares obedeceu logo e avançou, porém dessa vez foi diferente.
Nicolas o antecipou, pondo o porte grande na frente para o bloqueio.
Ao mesmo tempo em que ocultava Jéssica nas costas, fixou uma expressão enraivecida para Bento.
O guarda-costas, que sempre usava força para resolver tudo, parou assim que viu Nicolas na frente.
Bento olhou de canto para Irene e viu o ranger dos dentes dela.
— A garota sabe das coisas. A qualquer hora traz gente que dê a cara a tapa por ela.
Lucas intercedeu novamente: — Dona Irene, Jéssica não tem me perturbado. Este assunto ainda não tem resoluções de fato.
Nicolas presumiu que o rival finalmente tivesse usado de consideração numa fala.
Jéssica nem ia atrás dele. Pelo contrário, era Lucas que se encarregava de esgotar a garota e continuava fazendo aquilo no corredor a pouco.
Nicolas não resistiu a direcionar o peso das farpas até Lucas, numa forma de diminuir o alvo na amiga.
— O quase aborto de Roberta exige o seu papel de noivo e de futuro pai no posto de quem mais assume a responsabilidade. E num passo desses você falta a um noivado?
— Não há respeito algum por essa relação ou por ela. A sua culpa seria inegável se a mulher perdesse o filho por irritações ou angústias geradas por isso.
Lucas teve o baque pelas palavras. Irene repassou o foco de olho a ele e identificou o ponto de curiosidade.
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