Quatrocentos mil seguidores, o que isso significava? Significava tráfego, propostas comerciais e significava que ele, Eduardo, ia ser famoso.
Ficaria famoso em breve.
Ele se sentia como se estivesse embriagado, com o corpo leve e a cabeça nas nuvens, completamente eufórico.
Ele esticou a mão para pegar o mouse na mesa, querendo ver os detalhes dos dados, mas, ao clicar, o cursor não se moveu.
Ele clicou de novo, e mais uma vez, mas aquela setinha na tela estava pregada no lugar, como se estivesse morta.
O mouse então começou a se mover de forma desordenada.
Irritado, ele virou o mouse para checar a luz vermelha embaixo e o jogou de lado.
Murmurou um palavrão.
Mas essa pequena irritação não apagou o fogo em seu coração. Não importa, o que era um mouse?
Ele podia olhar pelo celular. Logo teria dinheiro para trocar todos os equipamentos, teclado mecânico, mouse gamer, mudar a mesa inteira.
Mal pegou o celular e, antes que pudesse desbloquear a tela, ouviram-se batidas na porta.
O som foi apressado, tum, tum, tum, com uma força que não parecia de alguém normal batendo na porta.
Parecia mais alguém esmurrando a porta com a palma da mão, fazendo o batente vibrar levemente.
Uma voz grossa e abafada atravessou a porta, com um tom de impaciência: — Entrega!
Antes que Eduardo pudesse se levantar, outra batida soou logo em seguida.
Diferente da pancada de antes, essa foi mais pesada e curta, o som do impacto de metal das juntas contra a porta de ferro, bam, bam, bam, seco, mas com uma força absurda.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Magnata Me Cobiçava Há Anos