Vendo que Anne tinha sido convocada para o andar administrativo, as outras enfermeiras começaram a sussurrar.
― Para que a chamaram? ―
― Não sei. ―
― O que mais pode ser? Ela vai ser demitida! Do jeito que ela sempre falta por estar doente! ― Zelda entrou na conversa.
No segundo andar, Anne foi levada até a porta de um escritório e ela nem precisava perguntar para saber quem estava lá dentro. Então, respirando fundo, bateu na porta e aguardou, até ouvir a voz baixa e profunda responder:
― Entre. ―
O homem sentado na poltrona vestia um terno preto. Ele tinha uma expressão insondável, enquanto encarava Anne com firmeza.
― O que você quer comigo? ― A jovem perguntou, sentindo as pernas estremeceram quando seus olhos encontraram os dele.
― Seu corpo está se recuperando bem... ― O homem comentou, com a voz sem emoção e Anne abaixou a cabeça. Memórias terríveis ressurgiram e seu corpo encolheu ainda mais.
“Ele não veio até aqui só para perguntar isso, não é?” Anne sentiu um leve despeito.
― Venha aqui. ― A voz baixa, mas autoritária, repercutiu pelo escritório e o coração de Anne estremeceu. Mas, ela não ousou hesitar por muito tempo e suprimindo seu medo, deu um passo à frente, se aproximando do demônio.
Assim que pôde, Anthony agarrou a mão de Anne e apertou seu pulso, a puxando. Fazendo a jovem dar um tropeção e estender a mão livre para proteger da queda. Entretanto, tudo o que essa mão encontrou foi uma das coxas fortes do homem. Nesse breve toque, a jovem sentiu a textura dos músculos, sob o tecido quente e, quando estava prestes a puxar a mão, a voz intimidadora de Anthony soou em seu ouvido:
― Não se mova. ―
Anne se inclinou para frente, com sua mão ainda descansando na coxa dele. A jovem tinha a respiração entrecortada, quando perguntou:

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Cadê o resto! Não tem atualização?...