— Octávio, me desculpe... é tudo culpa minha você e minha irmã estarem brigados assim.
— Lina, o que aconteceu ontem à noite, afinal? Como vocês...
— ... Acho que minha irmã bebeu demais, ela estava feliz. Disse que estava tonta e acabou caindo pela amurada. Eu fiquei desesperada, tentei salvá-la... e também...
Octávio consolou:
— Da próxima vez que houver uma situação que você não consiga controlar, chame ajuda. Não se arrisque.
— Entendi. E minha irmã... ela está bem?
— Ela se casou com o homem que a salvou ontem.
— O quê? Ela casou mesmo com ele? — Lina exclamou, chocada.
— Chega, não se preocupe com isso. Mais tarde vou visitá-la.
Lina concordou com uma voz fraca e desligou.
O olhar de Octávio esfriou. Um engenheirozinho de quinta categoria não tinha cacife para roubar sua mulher.
Enquanto isso, dentro do táxi, Aelita acabara de ligar o celular.
Uma chamada entrou imediatamente.
Era seu pai.
Ela sabia que não podia fugir para sempre, mas ao lembrar da frieza dele na noite anterior, sentiu o coração congelar.
Não atendeu.
Lázaro, ao seu lado, perguntou:
— Família?
— Meu pai. Ligo para ele mais tarde. — Aelita forçou um sorriso para tranquilizá-lo. — Não se preocupe, eu sei lidar com minha família.
A mão grande de Lázaro cobriu suavemente a mão dela, que repousava sobre o joelho.
— Não precisa carregar tudo sozinha. Agora somos casados.

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