“Não encostem em mim! Saiam daqui!”
Jessica reagiu com socos e chutes descontrolados. Empurrou uma das empregadas para o lado e ainda acertou um chute na mulher que tentava revistá-la.
O caos se instalou no mesmo instante. Ninguém esperava que Jessica fosse reagir com tanta força.
Seguindo as ordens de Oscar, Quincy não hesitou. Para concluir a tarefa, empurrou Jessica com força por trás.
Desequilibrada, ela foi projetada para frente e bateu a testa na escrivaninha.
“Ah!” Ela gritou de dor enquanto tudo girava ao seu redor.
Seus ouvidos começaram a zumbir intensamente. No meio do ruído, captou uma voz gritando.
“Eu mandei revistar, não machucar! Não entendem o que eu digo? Inúteis!”
A voz irritada de Oscar cortou o ar.
As empregadas se encolheram, assustadas. Quincy, claramente nervosa, fez sinal para que as outras duas a segurassem.
Jessica tentou se soltar, mas sua cabeça girava demais depois da pancada.
“Segurem ela agora!”, Quincy ordenou.
Ela ainda tentou resistir, mas as empregadas a imobilizaram. Então, de repente, ficou imóvel. Percebeu que conseguia ouvir de novo.
Sua audição havia voltado!
Antes que pudesse assimilar, Quincy encontrou o pingente de esmeralda pendurado em seu pescoço.
“Ei! O que pensa que está fazendo? Vai me roubar?” Jessica tentou cobrir o pingente, mas elas eram mais fortes.
Arrancaram o pingente à força, e ela se debateu furiosamente para recuperá-lo. “Suas miseráveis! Isso é do meu pai! Devolvam!”
Quincy ignorou os gritos dela e apenas mandou que as empregadas continuassem segurando-a.
“Encontramos isso com ela, Sr. Oscar”, disse, entregando o pingente de esmeralda.
Os olhos de Oscar se estreitaram na mesma hora. Um brilho estranho surgiu neles enquanto ele encarava o pingente.
Sua mão trêmula se estendeu, e ele o pegou lentamente para examiná-lo mais de perto. Sua expressão revelava uma mistura de emoções.
“Devolva, velho!”, Jessica gritou, furiosa.
Então era por causa daquele pingente? Ele nem tinha muito valor... Era apenas algo que seu pai lhe deixou. Por que eles se importavam tanto?
Mas, pelo rosto de Oscar, ficou claro que ele o reconhecia.
E claro que reconhecia. Aquele era o símbolo dos Nielsen.
Ele o havia entregue ao filho mais velho, pai de Jim, anos atrás. O pingente desapareceu quando sua neta sumiu.
E agora estava com aquela garota. Será que ela poderia mesmo ser sua neta desaparecida?
Oscar a observou atentamente, seu rosto enrugado e indecifrável escondido pelas sombras.
Jessica estremeceu ao sentir o peso do olhar dele. Não fazia ideia de por que ele a olhava como se a conhecesse.
Sr. Nielsen?
Espera aí… ele é o avô do Jim?
“O Jim sabe que está fazendo isso?”, ela gritou, já em pânico.
Oscar lançou-lhe um olhar, bufou e não respondeu. Ela percebeu que Jim não tinha ideia daquilo.
Mason se aproximou, segurando a seringa.
“Você é médico! Deveria ajudar as pessoas, não machucá-las!” Ela tentou argumentar, mas de nada adiantou.
Estava presa. As empregadas a seguravam firme.
“Só preciso de uma pequena amostra de sangue. Não vai doer”, disse Mason, num tom brando.
Amostra de sangue? Sangue é valioso... Especialmente para uma mulher! E ele ainda tinha a ousadia de dizer que não ia doer? Como se eu fosse acreditar nisso!
“Ah! Seu açougueiro!”
Jessica soltou um grito quando a agulha perfurou seu braço, resmungando de dor.
Ela observou, impotente, enquanto o tubo se enchia com seu sangue.
“Oscar, por que quer meu sangue?”
A expressão dele ficou fria. “O que acabou de me chamar?”
“Não vai me dizer que pretende beber, né?”, ela disparou, irritada demais para se preocupar com formalidades.
O rosto de Oscar se fechou ainda mais, mas ele não explodiu. Desviou o olhar dela e disse a Mason: “Quero os resultados rápido.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...