— Sr. Sérgio.
Ao ouvir aquela voz, Isabela sentiu um arrepio percorrer a espinha.
Era uma voz feminina, doce, mas com um toque inegável de sedução.
Nem precisava ser homem para sentir o efeito, até Isabela, mesmo sendo mulher, ficou com a pele formigando.
Ela quis se virar para ver quem era, mas temeu que Sérgio a repreendesse. Então, ela conteve a curiosidade e permaneceu quieta, apenas ouvindo.
— Sr. Sérgio, você prefere vinho tinto ou conhaque? Ou... Algum outro tipo de bebida?
A mulher o encarava com olhos brilhantes, quase como se tivesse escrito “quero conquistar você” na testa.
Era o Sérgio, afinal.
Se ela realmente conseguisse se aproximar dele, nunca mais precisaria trabalhar como comissária de bordo.
Ela confiava muito na própria aparência. Na época da faculdade, ela foi eleita a musa mais bonita da turma.
Pensando naquilo, ela endireitou o corpo e projetou o peito discretamente, como se quisesse mostrar suas vantagens.
Sérgio, que estava concentrado no notebook à frente, ergueu os olhos ao ouvir a pergunta.
O olhar frio e cortante dele reluziu por um instante.
— O que você acha? — Murmurou ele, com um leve interesse. — Que tipo de bebida combina comigo?
A mulher, animada com a resposta, abriu um sorriso radiante.
— Um homem como o Sr. Sérgio, merece o melhor. Que tal um Lafite? Um bom vinho tinto ajuda a relaxar e até a dormir melhor.
Sérgio soltou uma risada curta.
— Pode ser.
Ela sorriu satisfeita e pegou a garrafa, servindo meia taça a ele.
Mas, num descuido, acabou derramando o vinho sobre a camisa dele.
Sérgio usava apenas uma camisa preta. O vinho vermelho se espalhou pelo tecido, não dava para ver direito, mas ele ainda assim estreitou os olhos, visivelmente incomodado.
A comissária fingiu estar assustada e, num gesto apressado, se ajoelhou ao lado dele.
— Me desculpe, Sr. Sérgio! Foi sem querer! — Disse ela, se inclinando para tentar limpar o líquido. — Tire a camisa, por favor, eu posso lavar para você.
Enquanto falava, ela estendeu a mão e começou a desabotoar a camisa dele.
Olhou para ele, completamente atônita.
Sérgio largou a mão dela com desdém e pegou um lenço para limpar as próprias mãos com cuidado.
Ele levantou uma sobrancelha, disse com o tom impassível:
— Parece que não é só as mãos que são inúteis. Os ouvidos também são. — Ele ergueu o olhar e chamou. — Alguém aí!
Pouco depois, dois seguranças altos surgiram da cabine da frente.
Sérgio apontou para a mulher caída no chão.
— Joguem fora. E avisem o assistente que se me trouxer esse tipo de gente de novo, pode ir embora junto.
— Sim, senhor. — Respondeu um dos seguranças, se curvando levemente antes de arrastar a comissária.
— Sr. Sérgio, por favor! Eu juro que não vai se repetir! — Ela implorou, já sendo puxada para fora da cabine.
Mas antes que pudesse continuar, alguém tapou a boca dela.
Sérgio, com o rosto frio, atirou o lenço usado para o lado e voltou o olhar para Isabela.
— Já se divertiu o suficiente?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Preço da Tentação
Parou no capítulo 505. Não tem mais atualização?...
Site horrível, tento comprar as moedas pra desbloquear capítulos e simplesmente não vai. É muito chato esperar o lançamento pq eles não tem data fixa...
O que houve que não lançaram mais nenhum capítulo?...
Muito chato ficar esperando capítulos,já desisti de outros livros por esse mesmo motivo,perde a emoção da leitura...
Não tem uma opção de pagamento por Pix pra quem não usa cartão.muito chato essa liberação de poucos capítulos grátis...
Qual o Instagram da autora? Para eu acompanhar...
Quais os dias que lançam novos episódios?...