Isabela ficou um instante imóvel, só quando olhou para os olhos levemente avermelhados de Sérgio percebeu que estava sonhando.
— Teve um pesadelo? — Ele perguntou, franzindo o cenho.
Isabela não respondeu. Sérgio, por conta própria, levantou a mão e encostou na testa dela.
— A febre já passou. — Disse ele, enquanto apertava o botão ao lado da cama. Pouco depois, um médico de jaleco branco entrou no quarto para a examinar.
Quando terminou, o médico se virou para Sérgio:
— Sr. Sérgio, a febre da Srta. Isabela já baixou. Se o ferimento for bem protegido, não deve haver maiores complicações.
Sérgio assentiu em silêncio.
Isabela finalmente conseguiu se desprender das imagens do sonho. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ouviu batidas na porta.
— Chefe, o pessoal da casa da família Medeiros pediu para você voltar para lá.
Sérgio franziu levemente as sobrancelhas.
— Diz que eu não tenho tempo agora.
Nicolas hesitou um pouco antes de responder:
— Acho que dessa vez não dá para recusar... O Sr. Medeiros disse que, se você não for, ele vai anunciar o casamento entre você e a família Garcia por conta própria.
Ao ouvir aquilo, a expressão de Sérgio ficou ainda mais fria.
Isabela permaneceu calada e virou o rosto para a janela. As sombras das árvores dançavam sob o sol, o tempo estava bonito.
Sérgio olhou para ela, abaixando o olhar por alguns segundos antes de dizer:
— Fique quietinha aqui. Eu volto logo.
Isabela nem teve tempo de responder, Sérgio já tinha saído a passos largos.
Quando a porta se fechou, ela soltou um longo suspiro.
“Então, finalmente vai discutir o casamento entre as famílias? Será que isso significava que eu vou ficar livre?”, pensou ela.
Com a saída de Sérgio, o quarto ficou completamente silencioso, ela só ouvia o som da própria respiração. O silêncio era quase sufocante.
De repente, a porta se abriu, Nicolas enfiou a cabeça para dentro, espiando de maneira curiosa.
— Olha... É meio difícil de pedir isso, sabe? — Ele hesitou por um momento, depois soltou de uma vez. — Eu vim pedir que você fale com o chefe por Raul. Ele está sendo pendurado e espancado faz três dias. Você desmaiou por uns dias e, nesse tempo, ele não parou de apanhar. Do jeito que vai, o cara não vai aguentar muito. Será que você poderia pedir para o chefe parar com isso? Eu não sei direito o que aconteceu naquele dia, mas tenho certeza de que o Raul nunca quis te machucar de propósito.
Após terminar sua última frase, Nicolas suspirou.
Isabela ficou em silêncio por um instante, então perguntou:
— Ele está sendo espancado há três dias?
Nicolas assentiu.
— Está sim... Se continuar assim, ele não vai sobreviver.
Por um momento, Isabela não soube o que sentir. Mas, por fim, diante do olhar esperançoso de Nicolas, ela apenas balançou a cabeça.
— Desculpa, eu não vou pedir isso ao Sérgio.
A resposta foi tão direta que Nicolas ficou sem reação por alguns segundos.
Isabela olhou para ele e disse com calma:
— Eu mal o conheço. Ele atirou para proteger o Sérgio. Eu só sobrevivi por sorte. Naquele momento, ele não estava pensando em me poupar. Desculpa, mas eu não sou santa. Não consigo retribuir o mal com bondade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Preço da Tentação
Parou no capítulo 505. Não tem mais atualização?...
Site horrível, tento comprar as moedas pra desbloquear capítulos e simplesmente não vai. É muito chato esperar o lançamento pq eles não tem data fixa...
O que houve que não lançaram mais nenhum capítulo?...
Muito chato ficar esperando capítulos,já desisti de outros livros por esse mesmo motivo,perde a emoção da leitura...
Não tem uma opção de pagamento por Pix pra quem não usa cartão.muito chato essa liberação de poucos capítulos grátis...
Qual o Instagram da autora? Para eu acompanhar...
Quais os dias que lançam novos episódios?...