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O Preço do Amor romance Capítulo 109

— Eu reservei, mas o Alan acabou de me mandar uma mensagem dizendo que o sistema de ar condicionado da minha suíte deu um problema repentino. A equipe de manutenção está tentando consertar, mas acho que não vai dar para usar hoje à noite. — Ouvindo a pergunta, Marcelo abaixou o guia de serviços e a olhou com uma expressão incrivelmente natural, fingindo, na medida certa, um leve incômodo.

— Ah? O ar condicionado quebrou? — Bianca ficou surpresa.

O ar condicionado da suíte de um hotel cinco estrelas estragar do nada? Quais eram as chances disso?

— Sim, por questão de conforto e segurança dos hóspedes, o hotel sugeriu que eu trocasse de quarto. Porém, como estamos na alta temporada, tirando o meu, todas as outras suítes e quartos melhores já estão ocupados. Só me resta implorar que a senhora Amaral me acolha. — Marcelo explicou sem nem sequer piscar.

— Então durma aqui. A cama não é tão grande, mas apertando um pouco, dá para dormir. — Com a conversa chegando àquele ponto, como Bianca teria coragem de expulsar Marcelo?

Só quando os dois já estavam de pijama e deitados para finalmente descansar é que o problema de espaço ficou óbvio.

Fofo e Neko faziam questão de subir na cama com eles.

Aquela cama de casal era espaçosa para uma pessoa e aceitável para duas. Mas adicionando uma Neko que adorava se esparramar feito uma panqueca peluda e um Fofo que, mesmo tentando se encolher, ainda ocupava um espaço considerável...

— Neko, Fofo, vão dormir no chão. — Marcelo ordenou aos dois.

Neko pulou na cama, deu um giro elegante perto do travesseiro de Bianca e se enrolou formando um caracol perfeito. Fechou os olhos, fingindo que não era com ela.

Já Fofo apoiou as patas dianteiras na beira da cama. Olhou para Marcelo e depois para Bianca com aqueles olhinhos negros e úmidos, soltando um ganido choroso da garganta, abanando o rabo peludo timidamente.

Era como se estivesse dizendo: "Eu vou ocupar só um pouquinho de espaço, deixa eu subir!"

O coração de Bianca derreteu na mesma hora.

Eles viajaram de manhã com Marcelo até Cidade S e brincaram o dia inteiro. Deveriam estar cansados...

— Deixa os dois ficarem na cama. O ambiente é estranho para eles, é normal que fiquem mais carentes. — Bianca esticou a mão e acariciou a cabeça de Fofo.

Com aquilo, os dois peludos se ajeitaram confortavelmente sobre a cama sem a menor culpa.

— Do contrário, ninguém aqui vai dormir direito. — O braço dele segurava sua cintura com firmeza, sem intenções maliciosas, mas com uma força que impossibilitava que ela se soltasse.

Se eles não ficassem assim tão próximos, ou ela esmagaria contra a parede, ou ele ficaria com metade do corpo para fora, ou eles esmagariam os dois bichinhos.

Convencida pelo argumento lógico, Bianca relaxou e dormiu tranquilamente nos braços de Marcelo.

Em uma cama nada grande, duas pessoas e dois animais se aconchegaram juntos num nível de intimidade profunda.

O calor dos seus corpos se misturava e as respirações gradualmente se sincronizaram.

Estavam espremidos, mas o calor gostoso era tão acolhedor que dava sono.

As pálpebras de Bianca foram ficando pesadas, e ela inclinou o corpo ainda mais para trás, entregando-se por completo àquele abraço quente e seguro.

Durante o sono, inconscientemente, ela repousou a própria mão sobre o braço que envolvia a sua cintura.

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