Após a saída de Patrícia, Bianca foi até a sacada e ligou para Marcelo.
— Alô.
— Marcelo, você está ocupado?
— Acabei de sair de uma reunião e estou me preparando para ir embora. O que houve? — perguntou Marcelo.
— Queria te falar uma coisa. — Bianca segurava o celular, enquanto a brisa noturna brincava com seus cabelos longos. — Amanhã à noite, minha mãe vai dar uma festa para me apresentar oficialmente à sociedade. Você poderia vir para a capital amanhã? Ela também gostaria que você estivesse presente.
Do outro lado da linha, houve um breve silêncio.
Um silêncio que fez o coração de Bianca bater um pouco mais rápido.
— Tudo bem, vou organizar as coisas e chego amanhã à tarde.
— Certo, me mande as informações do voo que eu peço para o motorista ir te buscar — disse Bianca.
— Não precisa. — Marcelo fez uma pausa. — Você vai se preparar com antecedência? Está nervosa?
— Um pouco — respondeu Bianca em voz baixa. — Mas se você vier, não ficarei mais nervosa.
Ela disse isso com tanta naturalidade que até ela mesma se surpreendeu.
Bianca tentou se explicar: — Quero dizer, eu me sinto mais à vontade com você. Com você lá, ficarei mais tranquila.
Do outro lado da linha, Marcelo deu uma risada suave e murmurou: — Então, até amanhã.
— Até amanhã.
Após desligar, Bianca ligou para Sheila para convidá-la para a capital. Em seu coração, Sheila era uma presença absolutamente indispensável em sua vida, e ela fazia questão de compartilhar esse momento tão importante com a amiga.
Em São João, na cobertura da Urbanismo Vanguarda.
Marcelo estava de pé diante das janelas de vidro, observando a deslumbrante paisagem noturna de São João aos seus pés, enquanto a tela do celular em sua mão escurecia.
Aqueles últimos cinco dias não haviam sido fáceis para ele.
Durante o dia, ele preenchia todo o seu tempo com uma carga de trabalho exaustiva. À noite, voltava para o vazio do Edifício Majestic e, diante dos cães e gatos que ela havia deixado, perdia o apetite e o sono.
Ele desbloqueou o celular inúmeras vezes, querendo ligar para ela, ouvir sua voz, mesmo que fosse só para conversar bobagem.

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