Marcelo ficou em silêncio por um instante.
— Porque a gente combina. Você é inteligente, pé no chão, sabe o que quer e corre atrás. Tem uma força que não acaba nunca: pode apanhar, cair, que sempre dá um jeito de se levantar de novo. Bianca, a minha esposa precisa ser alguém capaz de lutar lado a lado comigo. E eu acredito que você tem esse potencial.
Bianca não sabia como responder. Marcelo estava claramente em uma posição muito superior à dela, mas sempre a fazia sentir que não a olhava de cima para baixo.
— Portanto... — Marcelo de repente se aproximou. Estendeu a mão e roçou levemente a ponta dos dedos no rosto dela. — Senhora Amaral, o que acha de tentarmos?
Bianca achou as pontas dos dedos dele absurdamente quentes.
— Tentar o quê?
— Começando por cumprir pelo menos uma parte dos nossos deveres de marido e mulher. — Marcelo inclinou-se e tomou os lábios dela num beijo.
Talvez o vinho quente de minutos atrás tivesse lhe dado coragem. Bianca não hesitou, ela fechou os olhos e suas mãos deslizaram lentamente até os ombros do homem.
O beijo de Marcelo foi se aprofundando. A mão dele deslizou da bochecha para a nuca da jovem e, num movimento lento, desceu pelo colo e escorregou por dentro do decote do pijama.
Bianca estremeceu de leve.
— Está com medo de mim? — perguntou Marcelo, com os lábios ainda colados aos dela.
— Não. Quer dizer, só um pouco. — Bianca abriu os olhos e olhou para ele, com a voz meio ofegante. — Quero deixar bem claro que me casei com você por dinheiro, por status e, admito, um pouquinho para me vingar do Felipe. Eu não amo você.
— Não precisa ter medo de mim. Eu sei. — disse Marcelo, beijando-a mais uma vez.
Mas ele sabia que, um dia, faria com que ela se apaixonasse por ele.
Em seguida, ele a ergueu nos braços e subiu as escadas.
A porta do quarto principal foi aberta com um chute e, logo em seguida, fechou-se novamente.
Bianca sentia o corpo de Marcelo quente demais, quase queimando contra o dela.
Ela jogou a cabeça para trás, ofegante, e a luminária no teto começou a dançar diante de seus olhos.
— Senhor Amaral. — Ela o chamou com a voz rouca.
— Hum? — Marcelo abaixou-se para beijar a sua clavícula.
— Você precisa cumprir a sua palavra.
Sem se importar em perguntar a qual promessa ela se referia, Marcelo sussurrou em seu ouvido:
— Eu, Marcelo, nunca volto atrás na minha palavra.
No dia seguinte.
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