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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 180

Olivia estava sentada ao lado da minha cama, com os olhos esmeralda nublados pela culpa, e desde que havíamos chegado, ela não dissera uma palavra, mantendo os ombros curvados sob o peso de suas próprias ações.

— Querida… — Falei, estendendo a mão para segurar a dela. — Você não deveria se culpar.

Seus dedos tremiam entre os meus.

— Eu perdi o controle, vovó… Inclusive, poderia tê-la matado.

— Victoria Frost merecia muito mais do que recebeu… — Respondi com firmeza. — Pois o que ela fez com a Lily é algo que não pode ser perdoado.

— Mas eu não deveria ter agido daquela forma… — Interrompeu Olivia, com a voz se quebrando. — Não no túmulo da Lily, já que foi um desrespeito à memória dela.

Apertei sua mão com suavidade.

— Lily entenderia a raiva de uma mãe, por isso agora vá… Descanse um pouco. Eu vou ficar bem.

Ela hesitou, visivelmente relutante em me deixar sozinha.

— A senhora tem certeza?

Assenti, sentindo o cansaço se espalhar pelos meus ossos.

— Preciso dormir por agora, minha filha. Podemos continuar essa conversa depois.

Após a partida de Olivia, fechei os olhos e deixei meu corpo relaxar sobre a cama do hospital, sendo logo envolvida pelo sono, que me arrastou para sua escuridão silenciosa.

Não sei quanto tempo dormi antes de ser despertada por um ruído sutil, e com os olhos semicerrados, observei uma figura de jaleco médico entrar no quarto, com o rosto parcialmente oculto, mas os movimentos decididos enquanto se aproximava do meu soro.

No mesmo instante, meus instintos, afiados por décadas como matriarca da matilha, gritaram perigo, então permaneci imóvel, fingindo estar dormindo, enquanto a figura injetava algo no meu gotejamento intravenoso e o líquido transparente assumia um tom sutilmente mais escuro.

Logo, o intruso saiu com a mesma discrição com que havia entrado, deixando-me sozinha com a medicação adulterada fluindo lentamente pelas veias.

Momentos depois, Margaret Shepherd entrou no quarto, com o rosto gentil marcado pela preocupação enquanto verificava meus sinais vitais, e seu nariz se contraiu levemente, captando um aroma estranho.

— Está tudo bem, Matriarca? — Perguntou ela, examinando o soro com desconfiança.

Considerei contar sobre o intruso, mas optei por me calar, pois se Victoria estivesse mesmo por trás daquilo, como eu suspeitava, teria que lidar com isso com cautela.

— Está tudo bem, Margaret. — Assegurei, com um leve sorriso. — Apenas o sono inquieto de uma velha senhora.

Ela pareceu não se convencer, mas assentiu respeitosamente.

— Chame-me se precisar de qualquer coisa.

Assim que ela saiu, permaneci desperta, com a mente consumida pelos pensamentos sobre Victoria e a morte da Lily, já que as provas que havia reunido ao longo dos últimos meses apontavam, com clareza, a responsabilidade de Victoria no desvio do doador de rim de Lily para Emma.

No fundo, sabia que precisava agir rapidamente, antes que Victoria causasse ainda mais danos à minha família, e com uma determinação forjada por décadas de liderança, tomei minha decisão.

Quando Bernard Sheppard veio verificar meu estado, despedi-me dele com firmeza.

— Preciso de um tempo a sós, Bernard.

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