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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 224

(Ponto de Vista de Olivia)

Enquanto Victoria era puxada pelos cabelos através do piso da sala de jantar privativa, suas pernas sem vida se arrastavam como peso morto, e as mechas loiras, que antes estavam perfeitamente compostas, se enroscavam no meu punho à medida que ela gemia de forma patética.

— E aí, cadê toda aquela pose de forte? — Murmurei, com a voz assustadoramente calma.

Agarrei o cabelo dela com ainda mais força com uma das mãos, enquanto a outra prendia firmemente a parte de trás de sua nuca, e, usando minha força de lobisomem, bati sua cabeça contra a parede com um estrondo que ecoou no ambiente.

O impacto a deixou atordoada, com a testa marcada por um hematoma imediato, mas sem sangramento, porque eu não queria deixar provas de sangue.

— Isso é pela Lily! — Sibilei.

Ela bateu no piso com força quando a arremessei, chegando a quicar antes de parar, e o vestido de grife, amassado pelo impacto, se prendeu em volta das pernas paralisadas.

No mesmo instante, os olhos de Victoria se arregalaram de fúria, e ela tentou me xingar, mas o pano que a amordaçava reduziu sua voz a sons ininteligíveis, ao mesmo tempo que suas unhas impecavelmente feitas arranhavam o piso de madeira na tentativa desesperada de se arrastar até a porta.

"Os seguranças estavam logo do lado de fora e, se ela conseguisse alcançá-los…"

Logo, acertei-a com um chute rápido, mandando-a de volta para o meio da sala.

— Vai aonde, hein? — Perguntei, caminhando com calma até a porta e trancando-a.

Os olhos dela acompanharam cada um dos meus movimentos, e o terror logo substituiu a raiva inicial, porque sabia o que estava por vir.

Então, virei-me para encará-la, deixando meus olhos esmeralda frios e calculistas, já que essa não era a mulher despedaçada que ela vira no túmulo de Lily, mas sim a encarnação da retribuição meticulosa.

O primeiro chute atingiu suas costelas, forte o suficiente para fazê-la se encolher de dor, mas sem quebrá-las, e, em seguida, vieram os tapas, cada um aplicado com precisão e controle.

— Dois anos… — Declarei, pontuando cada palavra com mais um tapa. — Por dois anos eu esperei por este momento.

Fui cuidadosa com a agressão, acertando pontos dolorosos, mas não incapacitantes, porque não precisava mutilá-la permanentemente, já que sua própria paralisia já fazia isso… O que eu queria era mostrar poder.

Dois anos antes, Victoria se erguera sobre mim no túmulo da minha filha e zombara da minha dor enquanto eu desabava em lágrimas, porém agora a dinâmica estava invertida e eu tinha o controle.

Logo, me abaixei e agarrei o queixo dela com tanta força que a fiz se contorcer de dor.

— Victoria Frost, você realmente não conseguiu esperar, não é? — Falei em tom de escárnio. — Precisou vir atrás de mim, do mesmo jeito que fez no túmulo de Lily.

Os olhos dela se arregalaram ao ouvir o nome da minha filha.

— Eu sei o que você está tentando fazer… — Continuei, reduzindo minha voz a um sussurro. — Está tentando me provocar, como antes, explorando meu luto pela Lily…

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