POV DARIUS.
Eu estava perdido em meus pensamentos enquanto Necro e Baltazar discutiam de quem Alice era companheira. Eu não sei se vou aguentar esses dois na minha mente, me perturbando. De repente, ouvi a voz do segurança que enviei com Alice, me chamando através da ligação mental. Imediatamente, os dois se calaram.
— Majestade — chamou Mauro, o segurança.
— Mauro, o que aconteceu? — perguntei, já apreensivo.
— O humano que Vossa Majestade nos alertou apareceu e ousou tocar na Luna. Mas eu o afastei dela o mais rápido possível, Alfa Supremo — reportou Mauro, um pouco tenso.
Assim que ouvi que Luís estava tocando Alice, uma raiva me dominou. Ouvi Baltazar e Necro rosnarem furiosos. Pelo menos, pararam de brigar.
— É isso que acontece quando não se sabe cuidar de uma companheira. Como permitiu que outro macho tocasse em minha companheira? — perguntou Necro, furioso.
Eu bufei, impaciente com essa besta infernal que resolveu agora ficar permanentemente em minha mente, me infernizando. Ignorei-o e continuei a conversar com Mauro.
— O que aconteceu depois? — perguntei, querendo saber tudo que havia ocorrido.
— O humano e a Luna tiveram uma discussão. E sua amiga também se envolveu, tentando acalmar os ânimos. A Luna ficou muito triste e até chorou com as coisas que aquele infeliz disse a ela — contou Mauro. Quando ouvi que Alice havia chorado, tive vontade de arrancar a cabeça de Luís.
— Como aquele humano ousa fazer Alice chorar? Vou matar aquele infeliz — disse Baltazar.
— Não antes de mim, lobinho. Esse Luís já está morto. Vou desossá-lo bem devagar. Quero vê-lo agonizando lentamente, para aprender a não se meter com a minha companheira — disse Necro, e eu podia sentir seu ódio. Necro começou a querer tomar o controle, e tive que lutar para não deixá-lo. Quando notou que não conseguiria me vencer, deu uma risada e falou:
— Você não poderá lutar para sempre, Darius. Uma hora, eu tomarei o controle do seu corpo, e não haverá nada que você possa fazer para impedir — disse Necro, rindo com crueldade. Como detesto essa besta. Não o respondi e o ignorei. Voltei minha atenção para Mauro.
— Onde vocês estão agora? — perguntei a Mauro.
— Estamos voltando, Majestade. Estaremos na alcateia em vinte minutos — informou Mauro.
— Perfeito. Estarei esperando — comuniquei e encerrei a conversa mental. Saí do meu escritório e fui diretamente para casa. Queria esperar Alice chegar. Baltazar estava agitado.
— Agora que o tal Necro parece ter se retirado. Que tal me explicar essa história de você estar falando com aquela besta e escondendo de mim? — perguntou Baltazar enquanto eu chegava em casa.
— Você estava com aquele humano? O que você pensa que está fazendo, Alice? — perguntei, tentando me controlar. Ouvi ela respirando fundo.
— Ele é meu amigo, Darius. Eu não estava fazendo nada de errado — falou, petulante. Dei uma risada sem humor, e meus olhos se fixaram nos dela.
— Nada de errado? Você agora é minha esposa. Acha que vou tolerar alguém te tocando, te olhando como se tivesse direito a você? — Perguntei irritado.
— Você está exagerando! Luís é meu amigo, e você não pode controlar com quem eu falo! — falou, tentando ser firme. Me aproximei dela, como me aproximo das minhas presas. Notei quando seu corpo estremeceu.
— Sou seu marido, Alice. E não quero outro macho te tocando. Somente eu tenho esse direito — falei furioso, sentindo Baltazar tomando um pouco do controle.
Eu tinha certeza de que meus olhos estavam azuis brilhantes e senti minhas garras crescendo. O cheiro de seu medo invadiu minhas narinas. Sorri de lado com o doce aroma de seu medo e, com um movimento de minha mão, rasguei sua roupa. Alice se assustou e perguntou, alarmada:
— O que você está fazendo? Ficou louco? — Disse ofegante e com seu coração acelerado.
— Eu só quero te livrar desse cheiro horroroso que está em seu corpo — falei, rosnando. Arranquei sua roupa com um puxão, deixando-a nua. Alice arregalou os olhos e tentou se cobrir.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.