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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 156

POV ALICE.

O mundo ao meu redor pareceu parar. As palavras de minha mãe ecoavam na minha mente, mas eu não conseguia assimilá-las. Meu coração disparou, batendo com uma intensidade avassaladora. Uma onda de emoções conflitantes me atingiu com força: surpresa, medo, felicidade, confusão.

— Grávida. Eu estava grávida de Darius. — A frase ecoava na minha mente.

Minha respiração ficou entrecortada enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas. Olhei para minha mãe e para Selene, tentando encontrar algum sinal de que aquilo era um engano, um sonho, um delírio da minha mente devastada. Mas não era. Eu via a verdade nos olhos delas.

Minha mãe segurou minhas mãos com delicadeza. Sua pele estava quente, reconfortante, mas nada poderia acalmar o turbilhão dentro de mim.

— Alice, eu sei que isso é muita informação de uma vez, mas você precisa se acalmar. Pense no bebê, minha filha — pediu minha mãe suavemente, notando minha agitação.

Meus olhos foram para minha barriga. Instintivamente, minhas mãos pousaram sobre ela. Era surreal. Dentro de mim, uma vida crescia. Um filhote. Meu filhote. Um pedaço de Darius e de mim. As lágrimas caíram sem controle. Não sabia se era felicidade, ansiedade, apreensão ou uma mistura de tudo. Eu amava Darius, e ter um filho dele era algo que me enchia de alegria. Mas ele me rejeitou. Ele me baniu.

— Será que Darius vai gostar da notícia? Ele… me odeia agora. Ele vai odiar nosso filho? Acho que não devo contar sobre o bebê — murmurei, minha voz tremendo.

Eu tinha medo de que Darius me odiasse tanto a ponto de rejeitar seu filhote só porque ele tem meu sangue. Eu não suportaria passar por isso. Suporto ele me rejeitando, mas nosso filho, não. Olhei na direção delas, e Selene e minha mãe trocaram um olhar preocupado. Lulu se aproximou e se esfregou na minha perna.

— Calma, Alice. Foram muitas revelações, e você não pode tomar essa decisão assim, emocionada. Darius tem o direito de saber — disse Lulu com firmeza. Eu ri, um riso amargo, sufocado pela dor.

— Direito? Ele me rejeitou, Lulu! Me expulsou! Disse para todos que eu não pertenço mais à vida dele. Deve me odiar com toda a sua força. Como posso ir até ele e dizer que estou esperando um filho dele? — Minha voz quebrou, e soluços tomaram conta de mim. Minha mãe me puxou para um abraço apertado. Eu tremia nos braços dela, tentando encontrar alguma estabilidade no caos dentro de mim.

— Filha, escute — Selene falou com suavidade, mas com um tom de autoridade. — Sei que está magoada, sei que a dor é insuportável. Mas essa criança que você carrega é o fruto do amor de vocês dois. Você pode não ver agora, mas Darius não a rejeitou por falta de amor. Ele está ferido, perdido. A raiva e a mágoa o assombram. E esse bebê… pode ser a esperança de que ele e você precisam. — Falou seriamente.

Fechei os olhos, sentindo meu coração angustiado. Eu queria acreditar nisso. Queria acreditar que Darius ainda me amava. Mas o medo de me machucar ainda mais era grande demais. Eu havia me tornado um ser fraco. Que raiva eu estava sentindo de mim mesma.

— E se ele me rejeitar de novo? — Minha voz saiu como um sussurro. Minha mãe se afastou um pouco e segurou meu rosto entre as mãos, forçando-me a encarar seus olhos cheios de amor e força.

— Então, você será forte o suficiente para proteger essa criança sozinha. Mas você precisa dar a ele essa chance. Precisa tentar. Darius precisa saber. E, se, após saber, não quiser mais nada com você e essa criança, então, você vai chorar tudo que precisar, mas depois vai levantar a cabeça e continuar. Estamos aqui para você e para o meu netinho — disse minha mãe com firmeza.

Fiquei em silêncio por um longo momento, um peso sobre meus ombros. Meus dedos acariciaram minha barriga, ainda sem sinais visíveis da vida que crescia ali. Mas eu sabia que ela estava ali. Dentro de mim, uma faísca de esperança e amor começava a surgir.

— Então vou atrás de Darius — falei, determinada.

— A senhorita não vai a lugar nenhum hoje. Agora vamos alimentar esse bebê. Quero que meu neto cresça forte, para ficar correndo por aí quando nascer — disse minha mãe, empolgada em ser avó.

— Mãe, eu sou imortal, uma deusa. Não preciso me alimentar se não quiser — comentei.

— Não é bem assim, mocinha. Antônia tem razão. Você precisa nutrir o bebê. Mesmo sendo uma deusa, tem que se alimentar, pois o pai do seu filho é mortal — falou Selene. Suspirei, pois havia me lembrado de que Darius não era mais imortal, e me preocupei com sua segurança.

— Está bem, vou ficar hoje sem sair e vou me alimentar. Mas amanhã vou atrás do meu companheiro, e ninguém vai me impedir — falei, olhando para as três.

— Ótimo. Agora vamos comer? Vou fazer suas comidas preferidas — falou minha mãe, sorrindo. Meu estômago roncou só de imaginar a comida da minha mãe.

— Parece que alguém está com fome — disse Selene, rindo.

Eu a observei e pensei em quantas vezes desejei que ela sorrisse assim para mim. Minha mãe só dava esse sorriso para seus amados lobos. Eu era invisível aos seus olhos. Agora ela está tentando ser uma mãe melhor. Mas ainda não estou pronta para aceitá-la.

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