POV DARIUS.
A noite estava silenciosa quando cheguei à fronteira oeste com meu exército. A lua cheia iluminava o terreno, lançando sombras distorcidas nas árvores retorcidas que cercavam o campo de batalha. Uma clareira fora do meu território. Eu caminhava à frente, em minha forma humana, meus olhos varrendo o horizonte à procura dos líderes dos nossos inimigos.
Não demorou para os avistar. Do outro lado, parados em postura arrogante, estavam Aiden, Kira, Estevão e Klaus, liderando seu exército. Aiden, com seu porte altivo e olhos cheios de prepotência, sorriu de lado. Kira, sempre cruel, lançou-me um olhar malicioso. Estevão se mantinha firme, e Klaus cruzou seus braços, avaliando-me com um sorriso cínico. Parei e me pronunciei.
— Dou a vocês uma única chance de fugir — falei, minha voz ecoando pelo campo de batalha. — Dou a vocês vinte minutos de vantagem antes de caçar um por um e matar. — Falei sério. Meu tom não era de desafio, era uma promessa.
Os quatro caíram na gargalhada. Kira jogou a cabeça para trás, rindo como se minha proposta fosse um grande absurdo. Aiden balançou a cabeça, divertido. Eu podia sentir o cheiro da arrogância impregnando o ar. Enquanto isso, meus betas se moviam nas sombras, suas tropas cercando o inimigo sem perceberem. Cada passo deles era calculado, cada movimento silencioso como a noite.
— Você não está em condição de exigir nada, Darius — disse Estevão, com seu tom carregado de desdém. — Agora que perdeu sua maldição e sua companheira, o que você tem? Nada. — Falou Estevão. Klaus riu baixo, seu olhar cheio de desprezo.
— Não adianta fazer essa pose de implacável. Sabemos que está fraco. Não poderá lutar contra todos nós. — Disse Klaus, confiante. Kira, sempre asquerosa, deu um passo à frente.
— Desista e se renda, e serei boazinha com você. Te farei meu escravo sexual. — Falou Kira, sorrindo. Ela lambeu os lábios, seu cheiro de excitação impregnando o ar, e meu estômago revirou em repulsa. Aiden foi o próximo a se pronunciar:
— Renda-se e pouparemos sua alcateia. — Disse Aiden arrogante.
Antes de responder, recebi a mensagem mental de meus betas. Eles estavam a postos. Um sorriso frio curvou meus lábios e comecei a rir. Uma risada sincera e profunda que ecoou pela noite. Os quatro franziram a testa, sem entender. Klaus foi o primeiro a se manifestar:
— Você está perdendo a sanidade agora que percebe que não tem saída? — Perguntou Klaus. Parei de rir, meu olhar se tornando gélido e letal.
— Vocês são tão arrogantes e cheios de si que caíram na minha armadilha. Acham mesmo que eu ficaria fraco? Toda a informação que tiveram foi plantada por mim. — Falei. Aiden arregalou os olhos, o cheiro de medo finalmente surgindo em meio à confiança arrogante.
— Não… isso não é possível! — Kira gritou, sua voz tremendo. Eu avancei. Necro era imparável. O rugido que soltei abalou o campo de batalha, e a carnificina começou.
O cheiro de medo e magia saturava o ar, misturando-se ao odor selvagem da minha alcateia. O chão sob minhas patas estava úmido, devido ao orvalho. Meu coração martelava no peito, impulsionado pela fúria e pelo instinto assassino.
Os primeiros vampiros avançaram como sombras deslizando pelo campo, rápidos e letais. Baltazar rosnou dentro de mim, sedento por dilacerar suas gargantas, mas hoje seria Necro que brincaria. Não esperei. Me lancei contra o primeiro que ousou se aproximar, sentindo minhas garras rasgarem a pele fria e repugnante. O maldito nem teve tempo de gritar antes de ser jogado ao chão, a garganta arrancada pelos meus dentes.
Um rugido furioso ecoou quando meus lobos se atiraram na batalha. A floresta virou um caos de presas afiadas e feitiços cintilando no ar. Magos conjuravam chamas azuladas, queimando o solo enquanto raios cortavam o céu, atingindo corpos em meio ao frenesi. Um lobo ao meu lado foi atingido por uma rajada mágica e uivou antes de se curvar, fumaça subindo de suas feridas abertas. Mas não estava derrotado e contra atacou, matando o mago.
Vampiros e lobos rolavam pelo solo, um emaranhado de presas e garras, enquanto magos conjuravam feitiços ao nosso redor na tentativa de se salvar, mas era em vão. Muitos de meus guerreiros destroçavam lobos da alcateia de Estevão. Eles não tinham nenhuma chance contra os lobos bem treinados e letais da minha alcateia. Um dos meus foi cercado por três sugadores de sangue, ele avançou sobre eles, despedaçando cada um deles com uma fúria incontrolável.
— MATEM TODOS! — meu rugido se sobrepôs ao som da batalha, ordenando.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.