POV ALICE.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, me observando. Por um momento, achei que fosse insistir, então deu um pequeno sorriso e saiu do quarto. Quando a porta se fechou, suspirei e olhei para Lulu.
— Pelo visto, estamos em território inimigo, garota. Mas não se preocupe, vou cuidar de você. Não vou deixá-lo te levar para longe de mim. Mas sugiro que não fique andando por aí. Vai que ele mande alguém te pegar e colocar no canil com os cães ou em um gatil, se tiver um nessa mansão. — Comentei. Lulu miou como se concordasse.
Ela ronronou em resposta, como se entendesse. Eu sabia que viver ali não seria fácil, mas pelo menos tinha minha mãe e Lulu ao meu lado. Isso era tudo que eu precisava para continuar enfrentando Darius e suas tentativas de me dominar.
Depois que Darius saiu do quarto, o silêncio foi como um alívio. Era bom, finalmente, ter um momento só para mim e Lulu. Acariciei seu pelo macio, deixando meus pensamentos vagarem. Tudo naquela mansão era exagerado, luxuoso e... sufocante.
Não era o tipo de lugar onde me imaginava vivendo, muito menos compartilhando com alguém como Darius e sua mãe, que parecia ainda mais calculista do que ele, mesmo sendo incrivelmente gentil.
E o senhor Bartolomeu, aquele homem, me causava calafrios, eu tinha sempre a sensação de que ele estava me avaliando ou pronto para me atacar como um predador. O olhar de Lulu se encontrou com o meu, e ela miou baixinho. Era como se tentasse me consolar, o que arrancou um pequeno sorriso dos meus lábios.
— Parece que você e eu somos as únicas normais por aqui, Lulu. — Sussurrei, encostando a testa na dela.
Mas, no fundo, algo me incomodava. Desde que entrei naquele carro, tive a impressão de que havia mais coisas acontecendo do que Darius estava disposto a admitir. Ele sempre tinha respostas prontas, sempre sabia o que dizer, mas suas ações… essas eram carregadas de algo que eu não conseguia decifrar. Ele olhava para Lulu como se ela fosse uma ameaça, e isso não fazia sentido. Um leve bater à porta me tirou dos meus pensamentos.
— Entre. — Disse, ainda sentada no sofá. A porta se abriu, revelando a mãe de Darius, impecável como sempre. Seus olhos avaliaram o ambiente, repousando em mim e depois em Lulu, que a encarou com a mesma curiosidade.
— Espero que esteja confortável, querida. — Disse ela, com aquele sorriso doce, mas que pareceu esconder algo.

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