POV DARIUS.
Acordei um pouco confuso, minha respiração estava ofegante e o calor do sonho estava queimando em minha pele. Pisquei algumas vezes, tentando me situar, e me vi no meu escritório. As memórias do sonho estavam tão vivas que podiam ser tocadas. Alice, sua pele macia, o calor viciante do seu corpo… Mas não era real. Era apenas um sonho. Uma m*****a tortura criada pela minha mente.
— Darius? Por que você está aqui? Você dormiu no escritório? E, por que está suado e ofegante? Você está se sentindo bem, meu filho? — A voz de minha mãe me despertou completamente, me bombardeando com várias perguntas ao mesmo tempo. Ela estava parada na minha frente, me olhando com um misto de surpresa, preocupação e curiosidade. Respirei fundo, tentando afastar a confusão da mente.
— Eu não estou doente, mamãe, eu somente precisava de espaço — respondi, seco. — Alice agora está dormindo no meu quarto. Assinamos o contrato de casamento ontem à noite, após o jantar. Estamos casados. Então vim para cá para relaxar, pois aquela humana me irrita. E acabei adormecendo. — Comentei, omitindo algumas coisas. Eu não vou conversar sobre minha vida íntima com ninguém, muito menos minha mãe, que já é intrometida demais. Os olhos da minha mãe se arregalaram, e em seguida um sorriso iluminou seu rosto.
— Casados? Oh, Darius, isso é maravilhoso! Finalmente! Temos que comemorar! Uma festa, talvez… Algo grandioso para celebrar essa união. Finalmente tenho uma nora e logo terei netinhos. — Disse minha mãe eufórica. Revirei os olhos, impaciente.
— Tanto faz. Se quiser fazer uma festa, fale com Alice. Ela que decida. — Comentei, não querendo saber desses detalhes. Minha mãe pareceu ignorar meu tom desinteressado e continuou, empolgada.
— Vou conversar com Alice, então. Ah, isso é tão emocionante! Mas você já conversou com ela sobre nossos costumes? Você precisa ensiná-la sobre a nossa alcateia, as regras, os deveres e direitos de uma Luna. Ela precisa estar preparada para assumir o lugar ao seu lado. — Disse minha mãe. Assenti lentamente, concordando com ela.
— Ainda não abordei esse assunto. Quero que a senhora a ensine. Ela vai ouvir melhor de você do que de mim. E Alice parece gostar da senhora. — Falei. Minha mãe inclinou a cabeça, analisando-me. E depois sorriu, concordando feliz. Mas logo ficou séria.
— Quando vocês vão consumar a união? — perguntou com cuidado. Meu olhar endureceu e minha voz saiu cortante.
— Esse é um assunto que diz respeito a mim e à minha esposa. Mais ninguém. — Falei rude e feroz, exagerando no meu tom. A besta já estava me afetando o humor. Ela deu um passo para trás, erguendo as mãos em sinal de paz, visivelmente apreensiva. Eu podia ver sua preocupação e receio em seus olhos.
— Não quero me meter, Darius. Apenas estou preocupada. Você sabe como é importante consumar o casamento. Alice é a chave para acalmar sua besta. Você precisa dela. Se não… — Sua voz diminuiu, e ela parecia hesitante em continuar.
— Ela tem razão. — Baltazar continuou, tentando me acalmar. — Você precisa consumar o casamento. Foi o que a deusa Lua informou aos anciões, Darius. Ela é nossa salvação. Precisamos dela para dar fim a essa maldição. — Comentou.
— Não sabemos se isso vai funcionar, nem se dará certo. — Comentei mentalmente e voltei a falar com minha mãe.
— Sei o que estou fazendo, mãe — comentei com minha voz firme. — Agora, deixe isso comigo, deixe que cuidarei do meu acasalamento. — Falei. Ela assentiu, embora seus olhos refletissem sua preocupação. Sem mais uma palavra, ela se retirou.
Suspirei profundamente, passando as mãos pelo cabelo. Assim que fiquei sozinho novamente, Baltazar se manifestou, sua voz cheia de provocação e diversão.
Meu corpo reagiu instantaneamente. Meu membro endureceu sob a toalha que ainda usava. A cada segundo, o desejo crescia, pulsando em mim com uma intensidade que era quase dolorosa. Segurei meu membro, massageando com força, tentando aliviar o desejo que ameaçava me consumir.
— Entre lá — instigou Baltazar. — Ela quer você tanto quanto você a, quer. Por que resistir? — Argumentou.
— Não é o momento — respondi entre dentes. — Ainda não. — Falei. Baltazar soltou um riso zombeteiro.
— Você é um covarde, Darius. Mas saiba que isso é inevitável. Você vai sucumbir a ela. E não vai demorar. — Disse. A porta do banheiro se abriu, e Alice saiu, vestindo apenas uma toalha de banho. Seus olhos se arregalaram ao me ver na poltrona.
— Darius! — exclamou, apertando a toalha contra o corpo. — O que você… está fazendo aqui? Há quanto tempo está aí? — Perguntou gaguejando.
— Este é o meu quarto — respondi, minha voz firme, mas baixa. Meus olhos fixaram-se nos dela, e por um momento, o silêncio pairou entre nós. Eu me levantei lentamente, tentando controlar meu próprio corpo e os pensamentos caóticos que me atormentavam.
O cheiro dela ainda preenchia o ar, provocando cada fibra do meu ser. Ela também sentia o vínculo, eu sabia. Alice desviou o olhar, suas bochechas corando, e deu um passo para trás. Baltazar rosnou agitado em minha mente, mas eu o ignorei. Tinha que manter o controle. Por mais difícil que fosse.

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