Adan havia voltado para a soberana nação Lycan quase uma semana atrás, e a primeira coisa que queria fazer era falar com seu amigo mais antigo.
Todavia, conseguir uma audiência com o secretário de Estado sem deixar rastros não foi fácil.
Ele acabou invadindo o prédio à moda antiga: entrando por uma janela quebrada, após pagar um conspirador insignificante para fazer barulho e criar uma distração ali perto.
Na recepção, ele simplesmente alegou ter marcado um horário. Quando o questionaram, ele disse que não se importava de ir embora, só seria obrigado a contar a Kerr mais tarde que não o deixaram entrar.
Talvez fizesse anos desde que ele morou no palácio ou realizou alguma função como príncipe, mas Adan ainda tinha uma atitude de realeza que fazia com que lhe dessem atenção e o obedecessem.
Uma porta lateral para o escritório se abriu e Kerr saiu de lá.
Adan esboçou um sorriso grande e bonito.
Os dois se abraçaram. Em seguida, o secretário conduziu seu convidado para uma varanda privada, levando consigo dois copos e uma garrafa de uísque.
Kerr acendeu uma chama azul em uma pequena lareira e convidou Adan para se sentar com ele perto dela.
"Finalmente", disse ele, depois que eles fizeram um brinde e viraram o primeiro copo. “Finalmente, ele voltou para corrigir as coisas.”
Adan sorriu. Ele sabia que Kerr o apoiaria.
“Nolan é uma desgraça”, afirmou Kerr. Sua voz era grossa e séria. “Ele diz que não quer saber da guerra.”
Adan encheu de novo o copo e tomou um gole. As palavras do homem eram música para seus ouvidos.
“A guerra é como os fortes reivindicam seu lugar no mundo”, continuou o secretário, “E os humanos estão se aproveitando de nós há séculos. É de dar nojo."
“Passei dez anos no mundo humano”, comentou Adan, com a voz calma e arrastada, “Eu realmente já cheguei a pensar que eles eram nossos iguais, mas eles provaram que eu estava errado.”
Ele tirou um maço de cigarros do bolso do paletó e o bateu na palma da mão algumas vezes.
“Os humanos são criaturas repugnantes”, continuou ele, “Contentes em trabalhar pros seus mestres, enquanto os dias de suas vidas pequenas e insignificantes passam... Vivi entre eles por tempo suficiente pra entender."
Kerr estava sentado na ponta da poltrona, prestando atenção em tudo.
“A gente não devia se misturar com eles”, concluiu Adan.
Ele tirou um cigarro do maço e o colocou na boca. Sem pressa, acendeu-o com um fósforo e deu uma tragada longa e lenta , olhando para a escuridão, antes de assoprar uma grande nuvem de fumaça.
Kerr lembrou-se de como o amigo adorava ser dramático. Adan gostava de contar uma boa história bem devagar, para fazer o ouvinte criar expectativa.
"Você não foi embora daqui com uma mulher humana?", perguntou Kerr.
Adan sorriu.
"Fui", disse ele, dando outra tragada no cigarro. “Até pensei que amava aquela vadia.”
A boca de Kerr se contorceu, ameaçando sorrir. Parecia que a história estava para melhorar.
“Mas....”, explicou Adan, “Ela resolveu f*der outro cara: um humano. Aí eu matei os dois.”
Ele sorriu.
“Depois, agradeci a ambos”, concluiu, “Por me darem o empurrão de que esse lobo precisava pra voltar aqui e reinvindicar meu lugar de direito no único mundo que importa.”
Havia frieza e seriedade no olhar de Kerr.
Ele ergueu o copo para brindar com Adan.
Adan sorriu e ergueu o copo também.
“O velho rei tá morto”, sussurrou Kerr com com a voz rouca, "Vida longa ao novo rei."
Eles brindaram e viraram o copo. Por fim esvaziaram o resto da garrafa.
Adan plantou mais uma semente na cabeça de seu amigo antes de partir.
Ele disse que, depois que se tornasse o futuro rei, precisaria de uma Luna.
E talvez estivesse interessado em tirar a filha de Kerr das mãos dele.
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NOLAN
O casamento foi tão grandioso quanto esperavam. A decoração luxuosa e cerca de cem mil flores transformaram o maior salão de festas do palácio em um ambiente digno de um casamento real.
Cada detalhe era perfeito. Não havia uma quantidade excessiva de convidados... talvez pouco mais de cem.
Porém, como era de se imaginar, alguns órgãos de imprensa foram autorizados a cobrir o evento, embora as câmeras e equipes de repórteres fossem obrigadas a manter distância da família real.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?