YENA
Percebi, ao ver a mudança que aconteceu com Nolan nos próximos segundos, que eu nunca havia visto meu marido verdadeiramente triste antes. Nunca. Essa era a primeira vez.
Bem, raciocinei, se ele havia se sentido triste quando estávamos juntos em algum momento anterior, ele tinha escondido isso com sucesso. Agora, entretanto, ele estava me mostrando tudo. Sua energia de repente parecia cansada, muito cansada, e ele fechou os olhos.
Ele respirou fundo umas poucas vezes, bem devagar. Senti o ar no quarto se mexendo conforme ele fazia isso. Isso criou uma espécie de brisa fresca que escorregou pelas bordas do chão e do teto do quarto do hotel antes de voltar a nós na cama, esfriando minha pele e causando um arrepio na minha espinha.
Eu subi em cima de Nolan. Acho que, se por mais nenhuma outra razão, ao menos para fazer ele parar de fazer isso. Ele estava deixando o ambiente frio.
"Ei. Vai ficar tudo bem," eu disse. Imediatamente comecei a duvidar da minha escolha de palavras. Elas tinham simplesmente saído... Eu não sabia ao certo o que era apropriado dizer nessa situação.
Nolan cobriu seus olhos com uma de suas grandes mãos. A outra começou a acariciar o comprimento do meu corpo.
Dei a ele um beijo suave nos lábios. Ele deu um par de inalações grandes, rápidas e desesperadas assim que nossos lábios se separaram, enquanto meu rosto ainda estava perto do dele. Foi quando ouvi o som dele me cheirando, seguido pelo ar dentro dos meus pulmões subindo pela minha garganta para fora da minha boca diretamente para dentro da dele. Eu cavalguei no peito dele para cima e para fora conforme ele respirava.
Foi uma experiência estranha, para dizer o mínimo. Eu arfei até recuperar meu fôlego.
Quando Nolan finalmente exalou, seus músculos tensos começaram a relaxar na cama. Ele tirou a mão dos olhos. O braço caiu ao lado dele como peso morto.
Encontrei algumas palavras melhores para tentar.
"Fico feliz que tenhamos conseguido vê-lo uma última vez," eu disse. "E ele parecia feliz. Mais feliz do que um homem tão doente realmente deveria estar. Ele te amava muito. Se sentia tão sortudo por te ter na vida dele, sabe."
Suponho que foram as palavras certas depois de tudo, ou pelo menos o mais próximo disso. Porque Nolan encontrou meus olhos e assentiu um pouquinho, e eu senti como se ele estivesse agradecendo de alguma maneira. Provavelmente mais pelo que meu corpo estava fazendo do que pelas minhas palavras. Tive a impressão de que eu estava servindo como uma espécie de cobertor de segurança enquanto eu estava ali deitada em cima dele, tentando acalmá-lo.
"Ele era muito velho," Nolan disse baixinho. "E tão doente por tanto tempo."
"Eles disseram... se ele morreu em paz? Dormindo?"
"Sim."
"Bem. Isso é algo."
"Sim..."
Beijei Nolan na bochecha. E depois na outra. E então na testa.
Seu próximo suspiro foi alto. Seu peito caiu dramaticamente conforme ele esvaziava seus grandes pulmões, quase deslizei dele com o súbito movimento.
Ele sentiu que eu estava escorregando e reagiu me segurando firmemente com as duas mãos. Sua respiração parecia ficar cada vez mais regular e calma, enquanto começava a mover suas grandes mãos por todo o meu corpo.
Eu fui com o fluxo. O que quer que ele precisasse para se sentir melhor.
Amassos intensos logo se transformaram em Nolan agarrando meus quadris e os pressionando com força contra sua pélvis. Quando, depois de mais disso do que eu sentia que poderia aguentar, o impressionante comprimento dele estava completamente ereto e eu estava completamente molhada, ele finalmente me colocou numa posição ligeiramente diferente – ele sempre conseguia me levantar e me manipular como se eu fosse um boneco de pano, como se eu não pesasse nada – e então juntou nossos corpos rapidamente.
Eu tremi inteira e mordi meu lábio para conter um grito que queria escapar. Depois que recuperei o fôlego, sussurrei no ouvido de Nolan, dizendo que o amava.

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