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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 25

O príncipe trancou a porta do escritório atrás de si.

Ele foi até a escrivaninha e abriu o e-mail no computadorl. Ignorando as centenas de mensagens não lidas na caixa de entrada, ele desceu a tela até encontrar uma pasta chamada "Para emergências".

A pasta estava vazia, exceto por um único rascunho de e-mail não enviado. O assunto estava em branco, e não havia texto no corpo da mensagem. A única informação era um endereço de e-mail salvo no campo do destinatário.

Nolan clicou no rascunho de e-mail para abri-lo, digitou uma mensagem muito rápida no corpo e clicou em "enviar".

Em outro canto do escritório do príncipe, havia uma poltrona de couro e uma mesa de centro de frente para uma grande lareira de pedra que, no momento, estava fria e vazia. Ele se aproximou e pegou uma garrafa de uísque de cima da mesa. Depois, levou-a consigo para um lugar ali perto: uma estreita biblioteca adjacente ao escritório.

Na biblioteca, Nolan foi até uma estante no extremo do cômodo. Ele correu os dedos pelas lombadas de alguns livros familiares, parando quando encontrou o que estava procurando.

O príncipe puxou o livro, deslizando-o alguns centímetros para fora da prateleira, e então o soltou.

O livro deslizou lentamente de volta ao seu lugar.

Então, Nolan ouviu um ruído abafado à sua esquerda e recuou bem a tempo de evitar ser atingido por uma parede falsa forrada de livros que girou, revelando a entrada de uma passagem secreta.

Ele levou a garrafa de uísque aos lábios e tomou um grande gole.

Em seguida, deixou-a para trás e deu um pequeno passo para dentro da passagem, abaixando-se e tateando com a mão à procura de algo.

Ele encontrou um interruptor e o apertou. Uma lanterna elétrica zumbiu e acendeu, emitindo um brilho amarelo quente que iluminou a câmara.

Ele estava parado na parte de baixo de uma escadaria em espiral íngreme e escura.

A câmara era um cilindro estreito com paredes de pedra e um poste de aço no centro. Milhares de degraus de metal estreitos subiam em espiral ao redor do poste, levando sabe-se lá quantos andares para cima.

Olhando de baixo para cima, a escada parecia interminável.

Hoje em dia, Nolan sabia que era melhor não olhar muito para cima nem para baixo enquanto se subia os degraus. Concentrar-se em continuar subindo ou descendo era a melhor maneira de não cair.

Ele se virou e pegou um puxador na parte de trás da parede falsa, fechando-a atrás dele.

Em seguida, ouviu a estante de livros se encaixar de volta na parede, com um baque suave.

Ele piscou algumas vezes para ajustar os olhos à penumbra e começou a subir.

YENA

Quando saí do edifício de artes depois da aula, um grupo de pessoas do Noble Club, que estavam no pátio, chamaram minha atenção.

Um cara alto, de ombros largos e cabelos pretos encaracolados e bagunçados estava sentado em um banco de madeira, beijando uma garota ruiva que estava em seu colo. Ele era o único no grupo que não usava uma jaqueta vermelha do Noble Club.

Notei que a jaqueta da ruiva bonita ficava enorme nela. Mesmo com as mangas arregaçadas até os cotovelos, era maior que o tamanho dela; com certeza era a jaqueta do grandalhão.

Uma menina morena e baixinha estava sentada do outro lado da mesa, observando um outro cara alto, que parecia mais jovem e mais magro que seu amigo, além de ter cabelos castanhos desgrenhados que iam até um pouco abaixo dos ombros. O magrelo estava andando de skate e tentava fazer manobras na frente da garota, mas só acabava parecendo um idiota.

Além deles, havia uma terceira garota, com longos cabelos negros e cílios postiços grossos, sentada de pernas cruzadas em cima da mesa e digitando furiosamente no celular.

Não sei o que me levou a ficar olhando para eles enquanto passava, mas fiquei feliz por ter feito isso, porque o que aconteceu a seguir me fez parar na mesma hora.

Uma menina gordinha, com um rosto redondo e de aparência gentil, saiu por uma porta lateral do prédio e passou perto do grupo. O magrelo a notou e largou o skate no chão. Ele foi até a morena e sussurrou algo em seu ouvido, e os dois deram sorrisos maliciosos.

A morena, então, cutucou a perna da amiga de cabelos negros e sussurrou algo para ela. A garota levantou a cabeça e sorriu ao ver a gordinha passando por eles. Ela enfiou o celular no bolso da frente da jaqueta.

A gordinha havia quase passado pelo grupo quando o skatista gritou: “Ei! Ei, balofa!”

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