ADAN
Adan estava parado na porta da sala do trono, esperando o pai lhe dar permissão para entrar.
O rei o viu e disse: “Entre, meu filho”, com sua distinta voz grossa.
Adan caminhou até o pai e se curvou diante dele, permanecendo de joelhos e com a cabeça baixa.
"Pode se levantar", falou o rei alguns segundos depois.
Adan o obedeceu. O homem mais velho apontou para uma cadeira e pediu ao filho que se sentasse.
Então, continuou: “Eu estava me perguntando quando você viria me visitar. Ouvi dizer que está no país há meses".
“Eu tinha certeza de que não seria bem-vindo aqui”, respondeu Adan, “Após o grave pecado que cometi na última vez em que estive em sua casa, quando abdiquei do trono e deixei meu rei sem um herdeiro adequado.”
O rei lançou-lhe um olhar severo.
Todavia, Adan não desviou os olhos, somente fico esperando em silêncio por um longo minuto.
Por fim, o rei exigiu: “Diga o que veio aqui para dizer”.
Seu pai gostava de ir direto ao ponto, e isso era algo que Adan apreciava no velho.
“Nolan não serve para ser rei.” Ele não demonstrava sentimentos e usava um tom monótono e autoritário. “Eu me preocupo com as emoções explosivas dele.”
O rei olhou com desconfiança para o filho.
“Para ser sincero, pai, eu não voltei porque queria competir com ele; só quis voltar para casa mesmo.”
"Ah, é?"
“Mas agora que o vi novamente, posso dizer que fiquei desapontado quando soube que, apesar de tantos anos terem se passado, ele continua tendo acessos de raiva e agindo feito uma criança.”
Encarando o filho, o rei apertou os olhos e perguntou: “O que você está fazendo com a esposa dele?”
Adan balançou a cabeça devagar.
“Nada que parta de mim”, respondeu ele. “É ela que fica me procurando, e Nolan perde a cabeça toda vez que a vê comigo.”
O rei olhou pela janela à sua esquerda. O céu estava bastante escuro essa noite, tal que lá fora estava um breu.
“Não vou fazer nada sem a sua aprovação, pai. Mas ficou claro para mim que cometi um equívoco terrível anos atrás, e sinto que é hora de começar a corrigir os erros do passado.”
O rei olhou de volta para ele e falou: “Pode ir agora”.
Adan fez uma reverência e saiu sem dizer mais nada.
NOLAN
Nolan ficou preocupado com a possibilidade de ter bebido muito sangue dela.
Quando ela se entregou a ele daquele jeito, ele perdeu qualquer controle que tinha antes.
Yena o tirou de seu pescoço em algum momento, acordando-o daquele transe insaciável. O sangue escarlate dela estava por toda a boca e queixo dele, e ele a beijou para que ela o provasse também.
O príncipe viu o pescoço dela começar a cicatrizar enquanto eles terminavam de f*der.
A ferida desapareceu completamente em questão de minutos, deixando a pele dela lisinha de novo, apenas toda manchada de sangue.
Nolan lambeu todo o sangue seco que estava ali antes de se vestirem. Para sua surpresa, ela insistiu que ele a deixasse lamber o rosto dele também. Isso fez com que ele ficasse tão excitado que acabou perguntando se poderiam transar de novo.
Yena balançou a cabeça e respondeu: "Não, senhor".
Era hora de enfrentar a tempestade que estava por vir.
Eles entraram no palácio de mãos dadas. Quando se separaram, ela achou melhor nem deixá-lo dar-lhe um beijo de despedida.
Nolan encontrou uma pequena multidão esperando por ele no saguão que ficava do lado de fora de seu escritório.
O principal advogado dele estava dando ordens para todo mundo, distribuindo-lhes tarefas como se fosse um técnico de futebol ensinando uma nova jogada ao time. Ao ver o príncipe se aproximando, ele fez com que todos ficassem em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?