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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 49

YENA

Acordei de manhã com alguém batendo com hesitação na porta do quarto.

Rastejei para fora da cama e lembrei-me vagamente de Nolan acordando mais cedo e me beijando antes de sair. Perguntei-me se ele tinha dormido nem que fosse um pouco.

Era Rafaela que estava lá fora. Ela entrou, apressada, e fechou a porta, antes de me dizer que tinha notícias urgentes.

"O que é?", perguntei.

O impulso de trabalhar a estava distraindo, no entanto. Ela correu pelo quarto e acendeu todas as luzes, fazendo-me estremecer e fechar com força os olhos. Então, arrastou-me pela mão até o banheiro, fez com que eu me sentasse em um banquinho, e abriu a torneira de água quente da banheira para preparar meu banho.

Em seguida, contou-me o que aconteceu pela manhã.

Nolan foi se encontrar com o rei e, por alguma razão, foi trancado em uma cela após sair de lá.

"Me fala, cadê ele?", exigi. "Onde exatamente ele foi trancado?"

"Eu não sei, senhorita Yena", respondeu ela com mansidão, “Mas vou descobrir para você.”

Rafaela continuou ao meu lado por um momento, e tive que lançar-lhe um olhar severo para que ela entendesse que eu gostaria que isso fosse feito agora mesmo. Depois disso, a diaconisa saiu correndo.

Fechei a porta do banheiro, tranquei-a e sentei no chão, de costas contra ela.

As lágrimas vieram logo.

Era tudo culpa minha. Nolan me avisou que Adan estava tentando me usar, porém tudo que fiz foi ignorar meu marido e confiar no cretino mentiroso.

Estava tão desesperada para ter um amigo que permiti que ele me enganasse.

De repente, ouvi a voz de Lily em minha mente.

'Você pode ajudar ele', disse ela.

Balancei a cabeça e pensei: 'Mas como?'

Não gostei do fato de que ela não respondeu de imediato.

Mas me dei conta de que eu com certeza não estava ajudando Nolan sentada no chão do banheiro, chorando porque havia sido uma idiota.

Levantei-me e me olhei no espelho.

Eu não podia mudar o passado, mas ainda podia mudar o futuro; só precisava de um plano.

Eu iria trazer meu marido de volta.

'Confia nos seus instintos', disse Lily por fim.

'Você vai saber o que fazer.'

Fiquei com vontade de brigar com ela por me dizer algo tão vago, mas ouvi-la me deu a confiança de que eu precisava; e esperança. Resolvi dar um passo por vez e fazer alguma coisa para resolver isso.

Tomei um banho quente e me vesti o mais rápido possível.

Eu não sabia como a diaconisa conseguiria a informação que me prometeu, mas eu esperava que ela conseguisse — e rápido.

O café da manhã estava na mesa da sala de jantar. Pensei que comer poderia me distrair, mas estava sem apetite, portanto só tomei uma xícara de café e comi algumas torradas.

Aí, levei uma tigela de morangos comigo para o meu estúdio e sentei-me à minha escrivaninha.

Era lá que eu tinha minhas melhores ideias.

A maior parte do tempo, pelo menos.

Comi meus morangos em silêncio.

Uma luz forte entrava pela janela atrás de mim e iluminava todo o cômodo. Virei-me, olhei direto para a luz do sol e pisquei algumas vezes para acostumar os olhos. Seria a última vez que eu veria o sol por um tempo.

Na semana que vem, estaria bem escuro. Havia uma previsão para chuvas de granizo e tempestades de neve que congelariam as estradas em algum momento.

Uma vez que isso acontecesse, seria impossível ir a qualquer lugar.

Percebi que isso significava que, quem quer que estivesse dentro do palácio quando a tempestade de neve começasse, ficaria preso aqui dentro até que as estradas descongelassem, o que poderia demorar vários dias.

Por um momento, pensei em uma possibilidade terrível: perguntei-me se era possível que Adan estivesse aqui.

Mas por que ele estaria?

Justo neste momento, alguém bateu na minha porta. Desta vez, não era Rafaela.

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