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O Rei Alfa quer se casar comigo!? romance Capítulo 56

YENA

Quando finalmente recuperamos o fôlego, Nolan se aconchegou ao meu lado e descansou a cabeça em meu ombro. Passei os dedos pelos cabelos úmidos dele, que estavam ficando longos e selvagens.

Foi nesse momento que ele me perguntou como eu havia conseguido convencer o rei a libertá-lo.

O príncipe me perguntou se eu havia encontrado o velho e o que havia acontecido em seguida.

Comecei a história com a minha ida ao orfanato. Os olhos de Nolan brilharam quando ele me ouviu falando sobre a aula de artes que dei às crianças.

Em seguida, contei-lhe sobre a entrevista. Sentei-me e peguei o celular em cima da mesa de cabeceira enquanto falava.

Coloquei o vídeo em um site de notícias e entreguei o aparelho para ele.

Meu príncipe estava deitado, com os cabelos pretos e bagunçados espalhados ao redor de sua cabeça no travesseiro. Fiz um cafuné nele enquanto ele assistia ao vídeo. A entrevista durava menos de dez minutos.

Ele terminou de assistir e me devolveu o celular.

Por fim, comentou: “Alaster tá horrível”.

Eu não esperava que essa seria a primeira coisa que ele diria.

"Sim, mas ele parecia estar bem”, menti. "Ele tava feliz por poder fazer algo por você."

Nolan encarava o teto.

Eu nunca o tinha visto chorar antes. Na verdade, até o momento, sequer havia imaginado que cara ele faria.

Mas quase parecia ser o que estava prestes a acontecer. Entretanto, ele pigarreou, virou-se, levantou-se e começou a vestir as calças.

Ocorreu-me, então, que Alaster tinha sido como um pai para Nolan.

O velho foi uma figura paterna com quem ele passou bons momentos enquanto crescia. Talvez, ele tivesse até mesmo ensinado brincadeiras ou dado sábios conselhos para meu marido.

Eu certamente não conseguia imaginar o rei fazendo nenhuma dessas coisas com qualquer um de seus filhos.

Nolan pediu comida para nós e voltou para a cama.

"Eu te disse que explicaria algumas coisas", lembrou ele, acariciando meus cachos loiros, puxando as mechas até ficarem lisas, antes de soltá-las e observá-las voltarem como uma mola.

Assenti, esperando-o continuar.

"Lycans e lobisomens são criaturas diferentes", afirmou ele. “Ambos somos lobos, mas a maneira como a gente se relaciona com os nossos lobos interiores é diferente.”

“Sempre achei que 'Lycan' e 'realeza' fossem sinônimos", confessei. “De que jeito vocês são diferentes de lobisomens?”

“A Lua não tem tanta influência sobre nós nem obriga a gente a se transformar, mas emoções fortes podem despertar o lobo interior. E o lobo de um Lycan é... muito poderoso."

Isso fazia sentido. Nolan e Adan eram homens enormes e musculosos, com uma autoridade à qual era impossível desobedecer. O rei também.

Agora, a pergunta que eu estava com medo de fazer...

Depois de tanto tempo pensando, de repente me senti insegura e não sabia mais se desejava uma resposta ou não.

Resolvi desembuchar.

“Que tipo de lobo eu sou?”

Nolan olhou nos meus olhos. A expressão no rosto dele era indecifrável.

“Um terceiro tipo. Um que eu não sabia que ainda existia até te conhecer."

"Como isso é possível? Não faz sentido."

“Não sei”, admitiu ele.

Então ele desviou o olhar e respirou fundo, como se não estivesse nada animado para continuar falando sobre esse assunto.

"Você sabe alguma coisa sobre... seus pais biológicos?"

Senti-me como se tivesse levado um soco no estômago.

Sempre era assim, toda vez que alguém mencionava minha família biológica, sobre a qual eu não sabia quase nada.

Balancei a cabeça e respondi: “Não”.

“Não sei muito sobre o tipo de lobo que você é, Yena, mas tem uma coisa que sei.”

"Tem a ver com a minha linhagem?"

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