YENA
Acordei com Nolan fazendo barulho. Ainda estava um breu, como se estivesse no meio da noite, mas olhei o celular e vi que eram quase cinco da manhã.
Ele estava no closet, vestindo-se, tentando não fazer muitos ruídos.
Meio sonolenta, fechei os olhos. O príncipe voltou para o quarto, e senti sua fragrância, que era uma mistura de sândalo com o ar salgado do mar.
O cheiro dele me deixava louca, e fazia com que eu me sentisse como se estivesse voltando a sonhar.
Nolan pensou que eu estava dormindo e se aproximou do meu lado da cama em silêncio.
Senti sua presença e a apreciei, ouvindo a forma como ele respirava devagar. Quando ele enfim estendeu a mão para acariciar minha bochecha, mexi-me, fazendo com que seu polegar caísse em minha boca aberta.
Chupei-o, grogue.
Nolan apertou minha bochecha com os dedos, e ouvi um rosnado silencioso vindo do fundo de sua garganta.
Peguei a mão dele e a deslizei até meu peito.
Ele a puxou de volta.
Em seguida, aproximou o rosto do meu e sussurou em meu ouvido: "Menina má".
Então, afirmou, dando um tapa de brincadeira em meu rosto: "Te f*do mais tarde, princesa".
Puxei-o para beijá-lo, e ele me permitiu fazer isso por um momento. Depois, implorou que eu o soltasse para que ele não se atrasasse, e o fiz.
Não consegui voltar a dormir após ele desaparecer no escuro.
Era uma manhã calma e silenciosa. Era até estranho não ouvir a tempestade lá fora, nem rugidos distantes de trovão, nem ventos uivantes.
Foi aí que ouvi passos leves e rítmicos se aproximarem do quarto, ecoando pelo corredor lá fora, e pararem atrás da porta. Devia ter se passado uma hora.
Eu sabia que era a diaconisa.
Ela estava decidindo se deveria bater ou não, tentando ouvir movimentos dentro do quarto para saber se me perturbava. Era provável que estivesse segurando algo, pensando no quanto preferiria realizar sua tarefa agora em vez de me deixar dormir, para não ter que voltar mais tarde.
Deslizei para fora da cama e pigarreei alto o suficiente para ela ouvir. Depois, coloquei um roupão em volta dos ombros a caminhei até a porta.
Rafaela sorria e havia me trazido uma bandeja com café, docinhos e morangos. Aí, ela me entregou um envelope branco. Ao virá-lo, reconheci a impressão no selo de cera dourada na mesma hora.
Luna estava convidando a mim e a Nolan para o jantar hoje à noite. Suspirei.
Isso significava que eu passaria a manhã e a tarde inteiras tornando-me apresentável para a rainha; fazendo o cabelo, as unhas, a maquiagem e todo o resto. Aprendi cedo que era melhor me arrumar o máximo possível para ela.
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NOLAN
O príncipe fechou a porta do carro atrás de si e recostou-se no assento, porém não se permitiu relaxar ainda. Ele esperou até que estivessem na estrada para dar um suspiro ruidoso e cobrir o rosto com as mãos.
Ele bebeu meia garrafa de água, depois jogou um pouco no rosto e se enxugou com um lenço.
Isso já era descanso suficiente. O plano dele era passar o resto do caminho fazendo algumas ligações que precisava fazer antes do jantar com a mãe.
Ele conectou o celular no carregador, no apoio de braço. Aí, viu chegar uma mensagem de Gina no instante em que desbloqueou a tela.
"Oi, sumido. Podemos conversar?"
Nolan balançou a cabeça e sussurrou um xingamento que não tinha orgulho de usar com uma mulher.
Então digitou uma resposta rapidamente.
"Já falei isso antes, Gina. Você e eu não temos nada para conversar."
Ele ficou parado por um bom tempo com o polegar por cima do botão de enviar.
O príncipe estava se lembrando de quando caiu sua ficha na torre.
Ele precisava ficar esperto com tudo o que fazia e dizia agora. Ou seja, era melhor não confiar em ninguém.
Com exceção de Yena.
Mas ninguém além dela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?