NOLAN
O príncipe tirou o lenço verde-esmeralda do bolso do paletó e dobrou-o até fazer uma pequena bola.
Então, colocou-a dentro da boca de Yena, que a manteve ali.
Ele voltou a tocá-la suavemente depois disso. Ela gemeu um pouco, mas agora estava com a voz abafada, já que estava com os dentes cerrados sobre o lenço de seda.
Nolan balançou a cabeça e a mandou ficar em silêncio de novo.
Ela mexeu os lábios e esboçou algo que teria sido um sorriso, se não estivesse amordaçada.
“Você vai ficar caladinha”, disse ele em um tom severo no ouvido dela. “E vai gostar disso.”
Yena revirou os olhos e os fechou. A respiração dela começou a ficar acelerada, e ela começou a tremer.
Nolan moveu a calcinha dela para o lado e enfiou o dedo do meio dentro dela, pressionando a virilha com os outros.
“Olha pra mim”, exigiu, e a garota abriu os olhos.
"Agora", disse, mexendo o dedo para dentro e para fora, devagar.
Ela encostou as costas na parede atrás de si e começou a tateá-la com pressa, à procura de algo onde se apoiar. Yena quase agarrou a gola da jaqueta do marido, mas se conteve, apesar de estar tremendo.
Ele arrancou o lenço da boca dela, e ela grunhiu no momento em que ele o fez. O tecido estava encharcado de saliva, porém o príncipe o dobrou de volta e o guardou no bolso interno do paletó.
Aí, deixou-a recuperar o fôlego enquanto colocava a saia de volta no lugar para ela.
“Uau”, sussurrou a princesa ao final.
Nolan sorriu. Entretanto, estremeceu ao ver a maquiagem dela.
“Você tem um espelho na bolsa?”, perguntou em voz baixa.
A garota riu e assentiu. Ele pegou a bolsa dela do chão, e ela pegou um espelhinho redondo e se olhou nele. Logo em seguida, murmurou: "Ai, Deusa..."
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YENA
Felizmente, eu estava carregando em minha bolsa versões pequenas de toda a maquiagem de que precisava, portanto consegui retocá-la muito bem.
Agora, eu estava corada, e nós dois estávamos brilhando de suor. Contudo, olhando para o meu reflexo, achei que eu parecia ainda mais bonita do que antes.
Voltamos para a festa, e Nolan nos trouxe alguns coquetéis chiques que pegou no bar. Dentro das bebidas, havia um mini espeto com diversas frutas espetadas. Folhas secas de sálvia flutuavam sobre o gelo.
Tinha um sabor estranho e picante. Tomei um único gole de minha taça e joguei o resto fora, antes de depositá-la em uma bandeja vazia que um garçom passou carregando. Nem Nolan nem o garçom perceberam o que fiz.
O príncipe me guiou por entre a multidão, cumprimentando a todos conforme passávamos por eles.
Eu não sabia como agir, além de ficar de mãos dadas com ele, de segui-lo e de continuar sorrindo para as pessoas.
Chegamos a uma área que havia sido isolada por ser privada, e vi que a Luna estava lá, observando enquanto nos aproximávamos.
Nolan e eu chegamos perto da rainha, e, no momento em que fui me curvar, ele segurou com força minha mão, dando a entender que eu deveria continuar de pé.
A rainha se aproximou, linda e elegante como sempre.
“Você está maravilhosa, Yena.” Foi o primeiro comentário que ela fez.
Agradeci-lhe, sentindo-me um pouco desnorteada.
"E seu marido também", acrescentou ela.
A Luna olhou para nós dois juntos, e foi só então que percebi que Nolan e eu estávamos abraçados. Perguntei-me se era óbvio o que tínhamos acabado de fazer.
Respirei fundo diversas vezes, tentando evitar que meu rosto corasse.
“Você fez seu próprio vestido?”, perguntou ela, “Assim como este lindo terno?”

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?