YENA
Eu sabia que havíamos visitado o hospital somente para manter as aparências, porque era uma coisa muito importante para Nolan e para mim agora.
Mas a situação já estava passando dos limites.
Andei pela sala de espera até não aguentar mais. Talvez tivesse passado apenas um minuto, mas me pareceu uma eternidade.
Eu não gostava de imaginar o príncipe e Gina sozinhos em um quarto, ainda que fosse um de hospital.
De repente caiu a ficha: eu não precisava ficar esperando de braços cruzados. O que quer que ela quisesse falar para meu marido, ela poderia falar na minha frente.
Porém, quando virei o canto do corredor e estava perto do quarto dela, ouvi as vozes dos dois vindo de dentro do cômodo e parei.
Antes, minha intenção não era ficar escutando em segredo.
Entretanto, ouvi o que estavam dizendo e, naquele momento, não quis entrar no quarto nem a pau.
Gina estava contando para Nolan que o amava.
Que sempre o amou e que só terminou com ele porque estava doente.
“Essa vadia tá mentindo”, rosnou Lily.
A garota continuou, dizendo que precisava confessar seu amor ao príncipe antes de morrer, insinuando que isso estava prestes a acontecer.
“Seria ótimo se essa parte fosse verdade...”, afirmou Lily com um rosnado malicioso.
Por fim, ouvi a resposta de Nolan.
Ele perguntou: "Você pode... morrer?"
Não entendi se a pausa dele indicava dúvida ou preocupação.
Aí, Gina falou sobre mim, e me senti como se tivesse levado um soco no estômago.
Ela estava perguntando a Nolan se ele me amava de verdade, mas não disse meu nome. Fui chamada de “aquela loira gorda”.
Parecia que eu estava no ensino médio de novo, mas, pela Deusa, era muito pior.
Senti as lágrimas vindo, por mais que eu não quisesse chorar na frente das dezenas de pessoas que estavam em volta. Eu não podia chamar atenção desse jeito.
Corri até o banheiro feminino e me tranquei lá dentro. Liguei a água da pia para fazer barulho, então me deixei cair no chão e chorar à vontade.
Lily me ajudou a voltar à realidade.
'Você é mais forte do que isso', disse ela.
"Pois não sou", respondi em voz alta para o banheiro vazio.
'Para com isso. Você nasceu pra ser rainha, Yena! Não deixa aquela vagabunda te derrubar.'
Respirei fundo e assenti com a cabeça. Lily estava certa: eu já havia passado por uma situação praticamente igual a essa antes e consegui superar.
E eu não deveria dar a Gina a satisfação de ter tanto poder sobre mim.
Levantei-me, joguei água fria no rosto, e desliguei a torneira da pia.
Sequei o rosto com uma toalha de mão e me olhei no espelho. Quase não me reconheci.
Eu estava pálida, exausta e com olheiras.
Hoje tinha sido um dia difícil.
De manhã, eu estava toda apaixonada. Mas, depois, as coisas viraram de cabeça para baixo tão rápido...
Fiquei pensando em tudo que aconteceu nas últimas vinte e quatro horas.
Acordar Nolan com um beijo, subir em cima dele e fazer sexo selvagem pela manhã.
Chamar sua atenção do outro lado do salão de festas lotado e lhe dar um beijo apaixonado na frente de todo mundo.
O momento em que ele finalmente disse: "Eu te amo". Em seguida, levou-me para um canto escuro onde nos beijamos sem fazer barulho e ele me fez gozar.
Mas, de repente... Gina chegou.
E o sexo frenético que fizemos depois da festa para afogar nossas frustrações quando não sabíamos mais o que dizer um para o outro.
E, agora, isso.
'Talvez você esteja errada', falei a Lily. 'Talvez Nolan não seja meu destino, afinal.'
Ela não gostou disso.
'Não tô errada', insistiu minha loba, rosnando.
Mas não parecia que o destino estava do nosso lado.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa quer se casar comigo!?