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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 793

FENRIR

"Como eu saio deste pântano de merda para um lugar seguro?", o homem me perguntou de repente.

"Sei lá. Nem sou daqui", me peguei respondendo com facilidade demais, como se minha língua estivesse meio solta.

Gale franzia cada vez mais a testa.

"Eu ouvi dizer que vocês usam magia pra ir de um lugar a outro! Me diz agora mesmo o método pra fugirmos pra outro continente!"

"Sou um lycan, esse feitiço quem faz são outros membros da minha família, mas existem passagens físicas, como uma perto do castelo do seu antigo rei e…"

"Mas o que você tá fazendo, língua solta?!" de repente o berro da fêmea me fez engolir as palavras.

Meus olhos encontraram os dela, nada fracos e sim muito furiosos.

"Você…!" até o macho se espantou com a ressurreição dela, mas antes que eu me lançasse pra defendê-la da faca no pescoço, ela mesma se libertou.

Acontece que as mãos dela estavam livres das amarras, ela só fingia.

Ela deu uma cotovelada devastadora nas costelas, obrigando-o a soltá-la, e depois acertou o pulso dele, fazendo a arma cair nas mãos dela.

Movimentos hábeis, rápidos e bem executados.

Eu a vi fatiar o pescoço daquele mago do jeito mais sexy que já vi uma fêmea lutar.

O homem caiu no chão com a mão na garganta, emitindo sons mudos de agonia.

Ela só deu um passo pra trás, olhando com nojo para a própria mão e para as manchas de sangue no vestido.

Que fera, e eu adorava. Meu lobo continuava observando, encantado, mas então, os olhos cinzentos se voltaram pra mim com chamas por dentro.

"Você por acaso é idiota?", a pergunta desafiadora dela me despertou na hora.

Ela jogou a faca no chão e ficou de pé na minha frente.

"Com licença? Não sei se você percebeu que eu tava tentando te salvar…"

"Alguém te pediu ajuda? Você me viu cara de donzela em perigo? Sabe o trabalho que me deu enganar esses caras pra que me tomassem de refém e me levassem pro acampamento real?"

As perguntas dela saíam em rajadas.

Eu a encarei como se tivessem nascido duas cabeças nela, eu não entendia nada daquela situação louca.

"Você não tava em perigo? Eu te vi amarrada, com cara de indefesa…"

"Eu só estava fingindo! Tentei fazer mil sinais pra você!", ela rosnou, e eu não pude evitar notar como o vestido dela estava prestes a explodir ao redor do decote, onde despontavam seios pequenos.

"Tá olhando pra onde agora?!"

"Pros seus peitos…", soltei brusco.

"Se você me deixar gozar dentro enquanto eu te fodo, eu não me importaria de tê-los com você, gata…"

"Você enlouqueceu de vez, Fenrir!", nem o Gale acreditava nas minhas palavras.

E se meus reflexos não fossem rápidos o bastante, eu teria levado uma bela joelhada nas bolas.

Eu saltei pra longe pra preservar minhas bolas intactas e ficamos nos encarando por um tempo, nos avaliando…

Ela, certamente pensando que tinha trombado com um pervertido, e eu percebendo o erro que tinha cometido.

O que aquele feitiço continha já circulava nas minhas veias e fazia efeito.

Como um soro da verdade, puxava tudo da minha cabeça e, se normalmente eu já não tinha muito pudor pra falar, agora… eu estava imparável.

"Gale, rápido, mobiliza a magia selênica!"

"Já fiz, mas o feitiço é tão pequeno e escorregadio que as toxinas escapam, vai levar um tempo, seu maluco!"

Távamos ferrados… eu não devia ter me separado do Magnus, a voz da razão e da serenidade…

Porque agora eu tinha uma ruiva muito puta da vida na minha frente e tudo em que eu conseguia pensar era perguntar se ela me deixava lamber a gota de sangue que escorria do pescoço até os peitos.

Maldição… este dia vai ser bem longo.

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