NARRADORA
Drakomir a olhou intensamente, a verdade refletida nas pupilas lupinas.
“É bom mesmo que você cumpra… e agora me devolva a minha mulher, ou não basta ter me roubado a minha filha?”, Zarek resmungou, estendendo a mão para Celine, que estava com o rosto encharcado de lágrimas.
Entre os hormônios e as emoções, ela realmente não disfarçou nada.
“Mamãe, não chora tanto, você faz mal para o bebê…”, Victoria abraçou seus dois pais, com os olhos mais vermelhos que o normal.
Tão agradecida por todo o amor que sempre lhe deram, a ponto de mimá-la demais.
Seu olhar deslizou para a primeira fila, onde estavam Rousse e Meridiana, com um sorriso radiante.
Mas seus olhos se fixaram no seu tio do coração, que a encarava com profundo carinho.
Victoria lhe piscou um olho, como sempre fazia, para que Quinn guardasse dos pais o segredo de suas escapadas e travessuras.
O amável lycan sorriu e levou a mão ao peito, mostrando em silêncio o quanto a amava.
Victoria só tinha recebido bons sentimentos.
Agora seguiria mimada e temível, mas seria o flagelo daquele Lorde Lobo que andava doidinho por ela.
Drakomir enfim a tomou nos braços e, enquanto os mais velhos desciam do altar, levou-a ao centro, onde todos os casais estavam se reunindo.
Assim como eles, os gêmeos lycans também tiveram seu momento emotivo.
*****
Ao mesmo tempo, Valeria tinha caminhado pelo corredor entre as cadeiras dos convidados destinado aos seus filhos.
Procurou com o olhar seu macho, era para ele estar na primeira fila esperando por ela, mas Aldric não se via em lugar nenhum.
Franziu um pouco a testa, porém, agora tinha a missão de entregar seus grandalhões ruivos.
O que sua “antena” selênica não estava captando era a conversa privada do seu amado Rei com seus filhos.
“Filhotes, apesar de tentarem me roubar sua mãe por tantos anos, vocês sabem o quanto eu amo vocês, certo?”
Magnus e Fenrir se surpreenderam ao ouvir a voz de Aldric e o mais estranho era o tom rouco que vibrava nas profundezas.
Como se estivesse profundamente emocionado.
“Acho que o velho tomou algo estranho.”
“Fenrir, eu ouço o que você diz ao seu irmão, eu sou o maldito Rei de vocês. Filho, estou tentando te dar minha bênção, não me faça querer chutar a sua bunda.”
A emotividade foi um pouco para o brejo.
Aldric parecia mais o irmão dos filhos do que o próprio pai.
Mas palavras sobravam quando, através do vínculo, Fenrir e Magnus sempre sentiram o amor do “velho”.
O incrível Rei Lycan.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...