Milena falou calmamente: — Giovani, assine o acordo de divórcio.
O movimento do homem ao beber o chá parou, e ele virou a cabeça para olhar para ela.
Ele soltou a mão que apertava a cintura de Lorena, só então viu o documento na mesa de centro e riu friamente: — Que truque você está fazendo desta vez?
Milena: — Não tenho interesse em perder mais tempo com você. Assine, e nós terminaremos de forma amigável.
— Terminar de forma amigável?
Giovani parecia ter ouvido uma grande piada. — Você não consegue ter filhos, desperdiçou tantos anos do meu tempo, e quer ir embora só assinando um acordo de divórcio?
A expressão de Milena ficou completamente neutra: — Se eu tivesse um filho com você, eu tenho medo de que ele nasça cheio de doenças venéreas.
Em se atacarem com as palavras mais feias para atingir o ponto fraco do outro, Milena e Giovani sempre foram equivalentes, sem ceder e sem deixar nenhuma consideração um pelo outro.
Ela já estava tão desgastada que não sentia mais nenhuma emoção.
Giovani também a encarou friamente.
— Sr. Campos.
Lorena, ao lado, falou de repente com timidez: — Não vou atrapalhar o senhor e a Srta. Lacerda, vou indo.
Giovani olhou para a neve forte lá fora pela janela do chão ao teto. — A neve está forte e a estrada escorregadia, não é seguro você dirigir de volta, escolha qualquer quarto aqui e passe a noite.
Lorena olhou para Milena e disse com dificuldade: — Isso... não seria ruim? A Srta. Lacerda...
— Não tem nada de ruim.
Giovani a interrompeu e, ao olhar para Milena novamente, disse sem expressão: — Vou ler o acordo primeiro, depois entrarei em contato com o advogado, você pode ir.
……
Quando Milena saiu da casa, o vento e a neve pareciam ter entrado em seus olhos. A neve derreteu, e o frio cortante deixou a ponta do seu nariz e seus olhos vermelhos.

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