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O Troco do Destino romance Capítulo 81

“Senhorita, seu abraço é tão cheiroso e tão aconchegante.”

Na escuridão da noite, os olhos de Samuel brilhavam como estrelas.

“Senhorita, você é tão bonita, simplesmente a deusa dos meus sonhos.”

Filomena se sentiu lisonjeada pelos elogios doces de Samuel, e o sorriso em seu rosto não desapareceu nem por um instante.

Ela acariciou a cabeça de Samuel. “Agora você deve contar uma história para a senhorita.”

“Tudo bem, escute com atenção.”

“Era uma vez, em um país muito, muito distante, uma pessoa chamada Branca de Neve. A pele dela era branca como a neve e, bom, ela era muito bonita… A madrasta dela era muito má, tinha inveja dela e queria matá-la… Daí, mandou um caçador enganar a Branca de Neve e levá-la para a floresta… Depois, a Branca de Neve conheceu sete anões… Hum, no fim… a madrasta se transformou em uma velhinha e deu para ela uma maçã envenenada, e ela acabou morrendo…”

Samuel contava a história de maneira hesitante, e, sem perceber, começou a ficar sonolento; os lábios dele se moviam cada vez menos, até que as palavras cessaram.

Filomena escutava, esforçando-se ao máximo para não rir do relato desconexo de Samuel.

Afinal, era apenas uma criança de pouco mais de três anos, ainda sem a capacidade de recontar uma história longa.

Filomena observou atentamente o rosto sereno de Samuel enquanto dormia, pensando que aquela criança, seja em personalidade ou aparência, não se parecia em nada com um filho de Gilmar e Vanessa.

Ela ajeitou o cobertor sobre Samuel, fechou os olhos e se preparou para dormir.

Os cílios de Samuel tremeram levemente, e ele murmurou em sonho: “Senhorita, seria tão bom se você fosse minha mãe.”

Filomena ficou surpresa por um instante e deu tapinhas leves nas costas de Samuel.

Depois de um tempo, restaram no quarto apenas suaves sons de respiração.

Filomena teve um sonho estranho.

No sonho, ela estava cercada por uma luz branca intensa, e ouvia o chamado da criança que havia perdido antes de nascer.

Ela procurava ansiosamente ao redor, até ver um bebê pequeno esperando por ela à distância.

Correu até lá e pegou o bebê nos braços, mas, para sua surpresa, ele era idêntico a Samuel.

As sobrancelhas de Gilmar se franziram levemente, e ele foi direto para o quarto de Filomena.

Gilmar observou o estado de Samuel, tocou a testa dele e confirmou a febre.

“Vou descer ao estacionamento para pegar o carro. Vista um casaco e traga ele.”

O organismo de Samuel era mais frágil do que o das outras crianças; na mudança de estação, era comum pegar um resfriado. Gilmar já estava acostumado com isso.

Por isso, ao contrário da inquietação de Filomena, ele manteve a calma.

Mas Filomena não sabia disso e se sentia culpada, pensando se não havia cuidado bem de Samuel e deixado ele se resfriar.

Logo chegaram ao hospital.

Marcos estava de plantão.

Ele mediu a temperatura de Samuel e realizou os exames necessários. “Por enquanto é apenas uma febre baixa. Basta tomar um antitérmico. Se até de manhã a febre não passar, voltem.”

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