— Você o chamou? — Alana percebeu algo tardiamente. — O que você disse a ele?
Areta tossiu um gole de água e disse instintivamente:
— Eu só fui comprar o café da manhã e por acaso o encontrei. Contei a ele que você estava doente. Ele ficou preocupado e veio ver como você estava.
Daniel ficou preocupado? Alana não acreditou em uma palavra sequer disso.
O rosto dela escureceu:
— Mãe, se você não quer que as coisas piorem entre mim e o Daniel, então não se meta nos nossos assuntos.
— Eu— — Areta não ousou admitir como havia conseguido manobrar a situação.
Ela sentou-se ao lado de Alana:
— Mamãe sabe, não vou repetir. Além da febre e do resfriado, tem mais alguma coisa te incomodando? E o seu estômago? Você está com náuseas ou algo assim?
Alana encolheu-se dentro da jaqueta de plumas, fechou os olhos e respondeu de forma mecânica:
— Não.
Vendo que ela não respondia mais, Areta sabiamente se calou.
Após finalizar o ajuste, eram dez da manhã.
Quando Alana estava prestes a sair do hospital, lembrou-se subitamente de que havia concordado na noite anterior em ajudar o médico com o tratamento do irmão.
Distraída com a questão de Areta, havia esquecido completamente.
Ela subiu as escadas apressadamente para encontrá-lo.
Chegou correndo ao escritório, ofegante:
— Desculpe, eu tinha um compromisso ontem à noite e esqueci de vir. Não foi intencional, por favor, não fique bravo!
Alana fez uma leve reverência, com um olhar bastante apologético.
Após alguns segundos de silêncio, a expressão de culpa no rosto do médico desapareceu instantaneamente.
Ele havia realizado um experimento na tarde anterior e, de repente, teve um problema após o jantar. Dedicou-se totalmente ao projeto e só o terminou tarde da noite. Ainda estava pensando em que desculpa dar a Alana por não ter estado disponível. Como se viu, Alana também não havia vindo.
— Está tudo bem. Elaborei o plano de tratamento ontem à noite. Dê uma olhada e, se estiver tudo certo, podemos começar hoje à noite.
Ele entregou o plano de tratamento para Alana. Ela o pegou, abriu, leu duas páginas e então fechou.
Todos eram termos técnicos que ela não entendia — não deveria desperdiçar sua energia intelectual com eles.
— Com certeza estarei lá pontualmente às oito horas da noite.
— Certo. Vamos programar um alarme só por precaução. — O médico já havia programado o dele.
Alana programou um alarme no local antes de sair.
Areta havia observado tudo de longe, mas permaneceu em silêncio, com medo de que o assunto dinheiro viesse à tona.
Após sair do escritório, ela perguntou:
— Como devo entregar isso ao meu irmão?
— O médico tem seus próprios métodos de tratamento. Só precisamos cooperar. — A voz de Alana estava grave. Ela pressionou o botão do elevador e olhou para Areta: — A casa já foi vendida?
Areta desviou o olhar e balançou a cabeça:
— Seu pai me expulsou de casa — como eu saberia se ele vendeu ou não?
Alana ficou em silêncio.
— Seu pai é o tipo de pessoa que não ouve conselhos, então acho que você não deveria se divorciar do Daniel. Ele até veio te visitar quando você estava doente, o que prova que ainda se importa com você. Apenas admita seu erro e pronto. Caso contrário, se seu pai não vender a casa e vocês ainda assim se divorciarem, o que acontecerá com o seu pai?
Areta forçou a vista por um longo tempo, mas tudo o que conseguiu foi deixar os olhos vermelhos.
— Se você tem tempo para isso, pode muito bem ir a uma imobiliária e anunciar a casa para venda você mesma.

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