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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 69

A avó disse mais algumas palavras a Daniel, mas ele permaneceu impassível.

Que seja. Preferiria incentivar o pai a ter um segundo filho do que insistir com este.

Um instante depois, o almoço começou.

À mesa, Alana comeu em silêncio, mas podia sentir o olhar de Daniel recaindo sobre ela com frequência. Não sabia o que a avó lhe havia dito, mas aquele olhar a fazia sentir-se inexplicavelmente culpada.

Depois de finalmente conseguir comer até se fartar, ela acompanhou a senhora de volta ao quarto para a soneca e então subiu para o seu próprio quarto.

Ela pensava que Daniel havia ido para a empresa, mas descobriu que ele estava lá.

O sol do meio-dia estava forte, lançando um brilho branco sobre a camisa dele, fazendo-o parecer gentil e lânguido.

Alana fez uma pausa, a mão ainda na maçaneta, os olhos claros refletindo a imagem dele.

— Entre.

A voz de Daniel era magnética, com uma textura grave que parecia carregada de algo suave e denso ao mesmo tempo.

Ela fechou a porta, virou-se e entrou. Agarrou a barra da roupa com as duas mãos, preocupada que a avó pudesse ter dito algo que o levasse a entender mal a situação. Embora ele já tivesse muitos mal-entendidos a respeito dela, ela não queria acrescentar mais nenhum.

Parou em frente a ele.

Daniel ergueu o queixo dela com a ponta dos dedos e examinou seu rosto pequeno, do tamanho da palma da mão.

Bem-comportado. E ao mesmo tempo, completamente rebelde.

Ele se inclinou, seus lábios roçando levemente a bochecha dela, e falou devagar:

— Nem pense em tentar nenhuma gracinha na minha frente. O que você quiser, eu te dou. Entendeu?

Alana o encarou com os olhos claros, o olhar vacilando levemente ao ser atingida por sua expressão fria.

Não sabia o que havia dado nele desta vez — aquela insistência em se isolar. Mas ela não poderia ter pedido mais nada, então disse apenas:

— Está bem.

— Agora, troque de roupa e vamos comprar um carro.

Daniel começou a ajeitar a camisa e os punhos.

Alana ficou surpresa:

— Você realmente quer ir?

Ela havia achado que ele estava dizendo aquilo sem fundamento. Já havia pesquisado vários modelos online e planejava perguntar a ele qual escolher nos próximos dias.

— Cumprirei minha promessa.

Daniel a encarou com seus olhos profundos. Havia algo naquele olhar escuro que tocou o coração de Alana sem aviso.

Ela voltou à realidade, reprimindo a aceleração repentina do coração:

— Não precisa trocar de roupa, pode ir assim mesmo.

Daniel olhou para as roupas dela, não disse nada e saiu do quarto primeiro.

Alana o seguiu de perto.

Ela teve a rara oportunidade de andar no carro de Daniel.

No interior fechado do veículo, as pernas compridas do homem estavam levemente dobradas. Suas mãos, com veias bem definidas, repousavam sobre o volante — os dedos longos e finos, as juntas bem proporcionadas.

Estando tão perto dele, Alana simplesmente não conseguia ignorar sua presença. Até o ar ao redor tinha um leve cheiro de almíscar.

No cruzamento com semáforo, o carro parou suavemente e Daniel inclinou levemente a cabeça.

Ela virou a cabeça de imediato, o olhar pousando em algum ponto indefinido à frente.

Ela sabia perfeitamente que Daniel não a amava. Mesmo assim, não conseguia evitar olhar.

Felizmente, ele nem sequer a encarou — apenas lançou um olhar rápido pelo retrovisor.

O sinal estava vermelho. Pega de surpresa, ela desviou o olhar abruptamente e captou algo de um vermelho vivo no vão entre o banco do motorista e o chão.

Tinha mãos pequenas e conseguia alcançar os objetos facilmente pelas frestas.

Um batom, de uma marca famosa, naquela cor específica.

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