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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 79

— Daniel?

O pai de Alana recuou rapidamente, pegou uma cadeira ao lado e a empurrou na direção de Daniel.

— Obrigado por ter vindo de tão longe visitar o Edgar. Eu... estava muito nervoso.

Independente de Daniel ter ou não intenção de se divorciar de Alana, ele precisava preservar a honra dela na frente dele.

Ele sorriu sem graça e fez um gesto pra Daniel se sentar.

Daniel ficou imóvel, com o olhar fixo em Alana, a expressão indecifrável.

Por mais ultrajante que fosse o comportamento do pai, a reação dela foi completamente passiva.

Será que a Sra. Craig não tem a menor noção de que podia ter levado um tapa de verdade?

Com a raiva fervendo por dentro, ele voltou o olhar pro pai:

— Não pode haver uma próxima vez. Ela é minha.

As palavras foram ditas sem cerimônia, diretas ao ponto, pesadas como pedra.

Ele estava lembrando o pai que Alana era antes de tudo sua esposa — e só em segundo lugar filha dele.

O pai imediatamente começou a suar frio, engoliu em seco e ficou em silêncio.

A mãe não ousou abrir a boca pra Daniel. Ela se aproximou de Alana e puxou a manga da blusa.

— Ainda tá aí parada? Explica logo pro seu pai. Não é culpa dele.

Alana ainda estava em choque com o aparecimento repentino de Daniel.

Ela não sabia se devia se sentir comovida ou envergonhada por ele ter presenciado aquele momento tão constrangedor.

Daniel se preocupa com a própria reputação — é natural que ele tenha impedido o pai. Mesma lógica de quem b**e no cachorro só depois de verificar quem é o dono.

Quanto a se sentir tocada...

A imagem de Daniel partindo com outra mulher voltou pela mente.

Não há nada pra se comover.

A expressão de Alana era indiferente, o olhar distante:

— De quem é a culpa? Eu não devia ter vindo ver meu irmão?

— Claro que não! — O pai interrompeu prontamente.

Ele havia pagado as despesas médicas de Edgar por um mês. Preciso contar com Alana no mês que vem.

— Alana, foi impulsividade do papai agora há pouco. É que eu vi o Edgar assim e fiquei desesperado. Você...

— Você não vai guardar rancor do seu pai, vai? Somos pai e filha — rancor não dura nem uma noite...

O pai sorriu sem graça e caminhou até o lado de Alana.

De costas pra Daniel, ele piscou pra ela.

Alana nunca tinha visto a expressão de alguém ser tão diferente do próprio tom de voz. Os olhos eram sinistros e ameaçadores — a voz, gentil e mansa.

Ela não respondeu. Virou o olhar pra mãe:

— Dispensei a cuidadora. Precisa de alguém pra ficar no hospital essa noite.

A mãe olhou instintivamente pro pai.

O pai disse sem hesitar:

— Pode voltar. Sua mãe fica. Se acontecer alguma coisa, nos liga. Por que você vai ficar cuidando do Edgar e deixar o Daniel em casa sozinho? Não tá certo. Vai com ele.

Daniel percebeu a hipocrisia num piscar de olhos.

Os olhos brilharam com desdém quando ele se virou e saiu primeiro.

Alana pegou a bolsa e saiu sem dizer uma palavra.

Ao sair da enfermaria, o homem já esperava o elevador.

Ela caminhou devagar até ele e parou ao lado.

De repente, passos apressados vieram de trás — era a mãe, que os tinha alcançado.

Ela sorriu cautelosa pra Daniel e puxou Alana pra escada lateral:

— Lili, a mãe precisa falar uma coisa rapidinho a sós com você.

Alana a seguiu até a escada.

A mãe olhou pro rosto dela e perguntou:

— Lili, você tá bem esses dias, né?

— Fala logo o que quer dizer. — Alana não tinha paciência pra rodeio.

Ao perceber que Alana não tinha notado a troca das pílulas anticoncepcionais, a mãe sorriu sem jeito e entrou logo no assunto.

— Seu pai disse que as contas do Edgar vencem em poucos dias. Ele estava prestes a te bater, e o Daniel viu. A gente não sabe se ele vai ficar com raiva e sumir. Vai pra casa, conversa com ele direito, e não provoca de novo...

Cem mil não era suficiente pra Alana.

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